Um grupo de sócios de uma empresa de painéis publicitários é alvo de uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após ser denunciado por um advogado do DF por suspeita de estelionato. À coluna, o denunciante contou que, em janeiro deste ano, investiu R$ 370 mil em uma sociedade com os gestores da Lake Painéis, mas afirma que nunca recebeu a parte dos lucros que lhe foi prometida.
Em entrevista, o advogado, que também cursa medicina, contou que foi convencido por uma colega de faculdade, Julliany Stefany de Almeida, a investir na parceria. Segundo ele, a mulher fazia questão de dizer que o colega tinha um ótimo perfil para atuar na empresa ao lado de seu esposo, identificado como Bismarck Lago da Costa Júnior, que seria o principal gestor da companhia.
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Convencido pela promessa de que teria direito a 30% de participação na empresa, recebendo parte dos lucros mensais, o advogado realizou um empréstimo bancário e repassou a quantia de R$ 370 mil ao grupo.
Cerca de sete meses após o pagamento, porém, ele jamais teria recebido qualquer valor de volta. “Eu peguei dinheiro emprestado com o banco, estou pagando juros, estou pagando uma parcela alta. Eu entrei nessa negociação por insistência da esposa do responsável pela empresa.”
Agora, pagando mensalmente cerca de R$ 20 mil ao banco em que realizou o empréstimo, a vítima teve de trancar a faculdade de medicina por já não conseguir arcar com as despesas do curso.
“Hoje eu tive que trancar minha faculdade de medicina, porque eu não consigo pagar; eles não me devolvem o dinheiro, é sempre com promessas de que vão devolver”, desabafou.



Prints de mensagens trocadas por meio das redes sociais revelam que o homem que representa o grupo de sócios de fato se nega a devolver o valor
Material cedido ao MetrópolesA vítima conta que a situação piorou após registrar boletim de ocorrência
Material cedido ao MetrópolesDe acordo com a versão do advogado, ele teria passado a receber insultos depois que registrou o boletim de ocorrência.
“Um dos sócios disse: ‘Que bom que você tá buscando o judiciário porque a gente já não queria te passar esse dinheiro de volta mesmo. É bom que agora você vai receber em cinco anos.’ Estão sempre debochando da minha cara, me chamando de ‘advogadozinho de merda’”, disse o homem.
Prints de mensagens trocadas por meio das redes sociais revelam que Bismarck se nega a devolver o valor.
A coluna procurou Isabella Lago, filha de Bismarck, nome atualmente representante da empresa, mas não houve retorno. O espaço sugue aberto.
O caso é investigado pela PCDF como possível tentativa de estelionato.

