A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que Adriane Galisteu apresentou sua defesa à Justiça na ação em que é acusada de realizar propaganda enganosa e abusiva para a plataforma de apostas Betano. No processo, a apresentadora rebate todas as acusações e sustenta que foi incluída na disputa de forma indevida.
Nos documentos aos quais a coluna teve acesso, Galisteu afirma que sua parceria com a Betano começou apenas meses depois das apostas realizadas por Eliudson de Lima Silva, autor da ação. Segundo a apresentadora, esse fato comprovaria a inexistência de qualquer relação entre a publicidade feita por ela e os prejuízos financeiros alegados pelo homem.
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A comunicadora também destaca que tanto a atuação das plataformas de apostas quanto a publicidade realizada em favor delas são atividades lícitas, autorizadas e regulamentadas pelo Estado brasileiro. Em sua defesa, Adriane Galisteu nega ter cometido qualquer irregularidade ou violado as normas do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) relacionadas à divulgação desse tipo de serviço.






Adriane Galisteu em O Tempo Não para (2018)
Reprodução/GloboLook destaca parte íntima de Adriane Galisteu e causa alvoroço na web
Instagram/ReproduçãoAdriane Galisteu
Instagram/ReproduçãoAdriane Galisteu
Foto: Reprodução/InstagramAdriane Galisteu.
Reprodução/redes sociais.Galisteu vai além e afirma que sua inclusão no processo teria ocorrido por má-fé do autor, que, segundo ela, buscaria apenas gerar desgaste público à sua imagem. A apresentadora ressalta, ainda, que Eliudson tinha pleno conhecimento de que ela sequer era embaixadora da Betano quando ele realizou as apostas que originaram a ação.
Entenda o caso
Como a coluna revelou anteriormente, Virginia Fonseca, Adriane Galisteu e a Betano dividem o banco dos réus em uma ação ajuizada por Eliudson de Lima Silva em junho de 2025.
Nos autos, o autor afirma que foi induzido pelas campanhas publicitárias das famosas a apostar na plataforma com a expectativa de multiplicar o dinheiro que havia economizado para comprar a casa própria.
Segundo ele, foram investidos R$ 56 mil.
Eliudson relata que, após perder o valor, chegou a contrair empréstimos na tentativa de recuperar o prejuízo, sem sucesso. Desempregado na época, ele afirma ter desenvolvido graves problemas de saúde em decorrência da situação e sustenta que a plataforma teria sido estruturada para estimular apostas sucessivas sob promessas de ganhos, mantendo os usuários em um ciclo contínuo de perdas.
Na ação, o autor atribui responsabilidade às duas famosas por terem emprestado suas imagens à publicidade da empresa. Em relação a Virginia Fonseca, ele afirma que a influenciadora divulgava as apostas como uma forma simples e segura de enriquecimento, além de citar seu depoimento na CPI das Bets. Já Adriane Galisteu foi incluída no processo por atuar como embaixadora da Betano.
Eliudson pede que os réus sejam condenados ao pagamento de R$ 324 mil, valor que inclui indenizações e honorários advocatícios. Ele também tentou obter o bloqueio de R$ 85 mil das contas dos envolvidos, mas o pedido foi negado pela Justiça.

