O presidente Lula contrariou integrantes do Palácio Planalto ao chamar o senador Jaques Wagner (PT-BA) de “irmão” durante evento na Bahia nesta quarta-feira (1/7).
Wagner está no centro de uma crise após ser alvo de uma ação da Polícia Federal na ação que apura irregularidades no Banco Master, instituição que foi comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
A avaliação é de que Lula precisa manter mais distância do caso para não contaminar sua campanha à reeleição.




Presidente Lula e o ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner
Paula Froes/Assessoria Jaques WagnerSenador deixou liderança após conversa com o presidente
Ricardo Stuckert / PRLula e Jaques Wagner em agenda na Bahia duas semanas após senador ser alvo de operação da PF
Reprodução/CanalGovSegundo apurou a coluna, Lula optou por não seguir a orientação de assessores palacianos e decidiu elogiar Jaques, em público.
“Tem pouca coisa que a gente não escolhe na Bahia. A gente não escolhe pai, mãe, irmão, irmãs. A gente escolhe companheiros, e aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data. O que representa para mim a minha relação com o Jacques Wagner, a minha relação com o Rui Costa, a minha relação com o Jerônimo, a minha relação com vários deputados que estão aqui, e a minha relação com o Otto”, disse Lula.
“Porque a verdade é esta: é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão. E essas pessoas, ao longo da vida, têm me ajudado a fazer o que eu faço, a ser o que eu sou”, completou.
As declarações desagradaram uma ala do governo, que defende que o mandatário se afaste de qualquer crise envolvendo o Master.
Aliado de primeira hora de Lula, Jaques deixou a liderança do governo no Senado na semana passada após pressão de parlamentares da base e integrantes do PT.

