Preso na manhã desta terça-feira (30/6) durante uma operação contra pedofilia na internet, o influenciador Matheus Di Bernardi Martins, de 24 anos, tem mais de 200 mil inscritos nas redes sociais. Segundo a investigação da Polícia Civil de São Paulo, ele prometia dinheiro virtual a crianças e adolescentes em troca de conteúdo íntimo.





Influenciador Matheus Martins foi preso durante investigação contra crimes de pedofilia na internet
Reprodução/Redes SociaisInfluenciador Matheus Martins foi preso durante investigação contra crimes de pedofilia na internet
Reprodução/Redes SociaisInfluenciador Matheus Martins foi preso durante investigação contra crimes de pedofilia na internet
Reprodução/Redes SociaisInfluenciador Matheus Martins foi preso durante investigação contra crimes de pedofilia na internet
Reprodução/Redes SociaisSpoteff, como é conhecido, produzia vídeos de jogos voltados ao público infanto-juvenil, como Roblox e Minecraft. Nascido em Santa Catarina, ele se inscreveu em um curso Técnico Integrado em Comunicação Visual no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em Palhoça.
Em 2020, o influenciador criou uma campanha de arrecadação coletiva online para comprar um computador mais potente. “Sou um humilde youtuber que trabalha produzindo vídeos diários no meu canal para todas as idades. Meu computador atual não está tendo o mesmo desempenho para suportar meu trabalho de produção de videos”, escreveu ele. O influenciador arrecadou R$ 500 dos R$ 3.800 mil almejados pela campanha.
Prisão por pedofilia
Matheus Martins foi preso nesta terça em Florianópolis (SC) durante a Operação Game Over, fruto de uma investigação contra pedofilia conduzida pela 4ª delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo, com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina.
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Segundo as autoridades, ele prometia às vítimas a entrega de dinheiro virtual utilizado em jogos eletrônicos e aumento do número de seguidores nas redes sociais. Em troca, as crianças e adolescentes deveriam cumprir desafios que consistiam no envio de fotografias e vídeos de conteúdo sexual.
Após receber o material, ele passava a ameaçar as vítimas de revelar as imagens aos familiares das crianças. A coação, segundo as autoridades, era usada para exigir o envio de novos conteúdos íntimos. A investigação ressalta que, por produzir conteúdo de jogos, o influenciador tinha acesso direto a crianças e adolescentes.
O trabalho da Polícia Civil iniciou após denúncia da família de uma criança de 10 anos. As autoridades destacam que possam existir outras vítimas ainda não identificadas. As autoridades apreenderam um computador e um celular, nos quais foi encontrado material ilícito.
O Metrópoles não localizou a defesa do influenciador. O espaço segue aberto para manifestações.

