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Terremoto na Venezuela: corpos são enfileirados em "zona de desastre"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Terremoto na Venezuela: corpos são enfileirados em "zona de desastre"

Imagens registradas nesse sábado (27/6) mostram a dimensão da tragédia causada pelos terremotos que atingiram a Venezuela. Em La Guaira, estado considerado pelo governo como “zona de desastre” após os abalos sísmicos, corpos das vítimas foram enfileirados enquanto aguardavam os procedimentos de identificação.

Os registros mostram equipes de resgate e profissionais da saúde trabalhando no local, utilizando equipamentos de proteção durante o recolhimento e a organização dos corpos. Nas imagens, os cadáveres aparecem em sacos mortuários, enquanto moradores acompanham o trabalho das autoridades em busca de informações sobre familiares desaparecidos.

A estrutura emergencial foi montada para dar suporte às operações de identificação, diante do elevado número de vítimas recuperadas nos últimos dias. Bombeiros, militares, policiais e voluntários continuam atuando entre os escombros na tentativa de localizar mais sobreviventes.

La Guaira é declarada zona de desastre

Diante da destruição provocada pelos terremotos, o governo venezuelano decretou “zona de desastre” em La Guaira. O anúncio foi feito pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que classificou a situação como uma tragédia nacional e afirmou que o número de vítimas pode continuar aumentando conforme as buscas avançam.

A região concentra os maiores danos registrados desde o terremoto. Segundo o governo, mais de 100 edifícios desabaram, deixando milhares de pessoas desabrigadas e comprometendo parte da infraestrutura local.

Além das operações de resgate, equipes trabalham para restabelecer serviços essenciais, como energia elétrica, abastecimento de água e acesso às principais vias atingidas.

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Agência dos Estados Unidos estima ao menos 10 mil mortos após terremotos na Venezuela
Imagens mostram destruição após fortes terremotos na Venezuela
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Sobreviventes em busca de informações na Venezuela
Correria nas ruas de Caracas, após terremotos na Venezuela
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Venezuelano recorda momento do terremoto: "Era algo que não terminava"
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Venezuelano recorda momento do terremoto: "Era algo que não terminava"

Foto: Edilzon Gamez/Getty Images
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Imagens mostram destruição após fortes terremotos na Venezuela
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Sobreviventes em busca de informações na Venezuela
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Sobreviventes em busca de informações na Venezuela

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Correria nas ruas de Caracas, após terremotos na Venezuela
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Correria nas ruas de Caracas, após terremotos na Venezuela

Reprodução/Redes sociais
Prédios inteiros foram derrubados após terremotos na Venezuela
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Prédios inteiros foram derrubados após terremotos na Venezuela

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Teto do aeroporto de Caracas desabou
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Teto do aeroporto de Caracas desabou

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9 de 9Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS)

O número de mortos causados pelos terremotos subiu para 1.719, de acordo com o novo balanço do governo da presidente Delcy Rodríguez, na tarde desta segunda-feira (29/6).

Segundo o governo venezuelano, a quantidade de feridos subiu para 5.034 e o de pessoas que estão fora de casa chegou a 15.866.

Terremotos na Venezuela

O terremoto de magnitude 7,1 foi registrado no fim da tarde de quarta-feira (24/6), com epicentro próximo à cidade de Morón, no norte da Venezuela. Pouco depois, um segundo abalo, de magnitude 7,5, também foi registrado na região, ampliando os danos.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro terremoto ocorreu a cerca de 21 quilômetros de profundidade, característica que contribuiu para que os tremores fossem sentidos com maior intensidade nas cidades próximas ao epicentro.

Moradores de Caracas registraram o momento em que edifícios sofreram danos estruturais e nuvens de poeira tomaram conta de algumas áreas da capital. O tremor também foi percebido em diferentes regiões da Colômbia, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC).

Após os abalos, o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu um aviso para áreas costeiras situadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, incluindo regiões próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas. Posteriormente, as autoridades descartaram risco significativo para áreas mais distantes.

Enquanto as buscas continuam, o governo venezuelano e equipes internacionais mantêm as operações de resgate e assistência humanitária às milhares de pessoas afetadas pela tragédia.

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