No lançamento do Desenrola Adimplentes, nesta segunda-feira (29/6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, condicionou a aderência ao programa ao bloqueio dos beneficiários em plataformas de apostas, as chamadas bets.
Segundo o governo federal, a suspensão valerá pelo prazo de seis meses.
“Beneficiários do Desenrola Adimplentes e FIES Empreendedor aceitarão como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por 6 meses”, disse o chefe da pasta.
“Como contrapartida do esforço do governo, eles ficam seis meses com a autoexclusão habilitada das casas de apostas e das bets”, acrescentou Durigan.
A nova modalidade do programa, lançada nesta manhã, é voltada a consumidores que mantêm as contas em dia, mas enfrentam dificuldade de acesso a crédito ou sofrem com juros altos.
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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNovaDario Durigan, ministro da Fazenda, em entrevista ao Metrópoles
Luis Nova/Metrópoles“Pela primeira vez, o governo faz um esforço de olhar para o trabalhador informal. Estamos olhando para o trabalhador que não tem carteira assinada, não é do setor público, não é pensionista, não é aposentado do INSS e que muitas vezes não tomou operação de crédito como microempreendedor”, disse o ministro.
Esta é a proposta da equipe econômica do Planalto para ampliar o Desenrola 2.0, a aposta do governo em ano eleitoral para reduzir a inadimplência a partir da renegociação de dívidas dos brasileiros.
A ideia é permitir que esse trabalhador tenha condições mais favoráveis para renegociar dívidas futuras ou contratar empréstimos com juros mais baixos, usando mecanismos de garantia como parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou verbas rescisórias, para reduzir o risco das operações.

