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Ministro israelense pede votação de acordo com Líbano: "Grande erro"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Ministro israelense pede votação de acordo com Líbano: "Grande erro"

Apenas um dia após a assinatura do acordo trilateral entre Estados Unidos, Israel e Líbano para encerrar o conflito no sul libanês, o ministro da Defesa israelense, Itamar Ben-Gvir, criticou a medida, classificou o acordo como um “grande erro” e disse que pediu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que o leve para votação em gabinete.

O documento assinado prevê a desmilitarização do grupo islâmico libanês Hezbollah e a retirada de tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) do Líbano.

“De fato, permanecemos na maior parte da área por enquanto, mas o Estado do Líbano não desarmará o Hezbollah de suas armas, membros do governo libanês são ministros do Hezbollah, e não se pode confiar no Líbano para tirar as armas do Hezbollah – exigirei uma votação no gabinete. Apenas os soldados das FDI destruirão o Hezbollah – nenhum outro ator fará isso por nós”, disse Ben-Gvir sobre o acordo.
Acordo trilateral foi assinado por Marco Rubio (secretário de Estado dos EUA), Nada Hamadeh Moawad (embaixadora do Líbano nos EUA) e Yechiel Leiter (embaixador de Israel nos EUA), em Washington nessa sexta.
Acordo trilateral foi assinado por Marco Rubio (secretário de Estado dos EUA), Nada Hamadeh Moawad (embaixadora do Líbano nos EUA) e Yechiel Leiter (embaixador de Israel nos EUA), em Washington nessa sexta.

Diversas tentativas de uma solução diplomática foram tentadas para o território libanês, porém, a troca de ataques de Israel e Hezbollah nunca pararam de ocorrer, e tropas militares israelenses permanecem no sul do Líbano. Netanyahu, inclusive, diz que o acordo permite que Israel permaneça em território libanês caso o Hezbollah não de desarme.

Não é a primeira vez que Ben-Gvir expressa uma posição neste sentido. Na semana passada, o ministro fez uma declaração na qual disse que “todo Líbano deve queimar”, e que ““para cada lágrima derramada por uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar”.

Por outro lado, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, também criticou o acordo, afirmando que vincular a retirada israelense ao desarmamento do Hezbollah “ultrapassa as linhas vermelhas e torna o Líbano um brinquedo nas mãos de Israel“.

O acordo também interessa aos Estados Unidos, que estão em busca de uma solução diplomática com o Irã. Uma das exigências iranianas para o fim da guerra no Oriente Médio é a retirada das forças israelenses do Líbano.

Segundo o ministério da Saúde libanês, 4.230 pessoas morreram em ataques israelenses desde 2 de março. Do outro lado, ataques do Hezbollah mataram ao menos 32 soldados israelenses.

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