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Em audiência nos EUA, Paulo Figueiredo dirá que tarifaço favorece Lula

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Em audiência nos EUA, Paulo Figueiredo dirá que tarifaço favorece Lula

O jornalista Paulo Figueiredo defenderá, na audiência pública marcada para 6 de julho no âmbito da investigação comercial aberta pelo governo de Donald Trump contra o Brasil (Seção 301 do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR), que os Estados Unidos abandonem a proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e retomem a estratégia de impor sanções individuais contra autoridades do país.

No depoimento preparado para a audiência, obtido pelo Metrópoles, Figueiredo afirma que a medida “atinge o alvo errado”, por penalizar exportadores brasileiros, empresas e consumidores americanos e a população brasileira, sem afetar diretamente as autoridades que, segundo ele, motivaram a abertura da investigação.

Ele também argumenta que a imposição da tarifa poderia fortalecer politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O presidente Lula aproximou o Brasil da China e do bloco BRICS, e uma tarifa o favorece em duas frentes: internamente, transforma a hostilidade aos Estados Unidos em patriotismo e votos; externamente, faz exatamente o que sua política externa deseja, afrouxando os laços do Brasil com Washington. O partido beneficiado é justamente o partido cuja conduta está sendo investigada”, diz Figueiredo no documento.

Defesa de sanções individuais

No depoimento, Figueiredo também sustenta que, em vez de adotar uma medida comercial ampla, o governo americano deveria retomar a estratégia de impor sanções direcionadas a pessoas específicas.

Entre os alvos estaria o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi sancionado pelo governo norte-americano no ano passado. O jornalista cita ainda as medidas aplicadas à esposa do magistrado e à empresa patrimonial da família, além da revogação dos vistos americanos.

Na avaliação de Figueiredo, esse tipo de instrumento seria mais eficaz porque “atinge o infrator, preserva a economia e a população”, ao contrário de uma tarifa generalizada.

Ao final do documento, o jornalista pede que o governo americano suspenda a proposta de tarifa e reavalie a medida antes de qualquer decisão definitiva. “Utilizem e ampliem os instrumentos direcionados (…) e suspendam a medida proposta para reavaliá-la”, afirma o texto.

Aliado da família Bolsonaro, Paulo Figueiredo está programado para depor na audiência pública da Seção 301 em 6 de julho. No dia seguinte, 7 de julho, a programação prevê a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

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