O governo brasileiro envia neste sábado (27/6) o segundo voo humanitário da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. A operação vai em socorro às vítimas dos fortes terremotos que assolaram o país vizinho nos últimos dias. A decolagem da aeronave está programada para as 11h, partindo da Base Aérea do Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro.
A missão de socorro mobiliza uma aeronave cargueira KC-390 Millennium, que transportará uma estrutura completa de hospital de campanha pertencente à Marinha do Brasil.
Além do suporte médico móvel, o avião leva 100 purificadores de água equipados com painéis solares, capazes de filtrar até 5 mil litros de água por dia por unidade, garantindo o abastecimento em áreas com infraestrutura colapsada.
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Para operacionalizar os equipamentos e prestar o atendimento emergencial, 48 militares da Marinha também integram a tripulação da FAB neste sábado. A ação de cooperação internacional foi autorizada diretamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ajuda externa chega em um momento dramático para o país vizinho. Em novo balanço oficial divulgado na noite dessa sexta-feira (26), o governo da Venezuela confirmou que o número de mortos subiu para 920, enquanto o total de feridos já atinge a marca de 3.360 pessoas.
As equipes de resgate correm contra o tempo, pois ao menos 172 vítimas continuam presas sob os escombros e mais de 4 mil estão desalojadas.
1º voo
Este é o segundo envio de suprimentos coordenado pelo Ministério da Defesa e pelo Itamaraty em menos de 48 horas. O primeiro voo da FAB aterrissou em solo venezuelano nessa sexta, após decolar da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. Foram mobilizados 44 militares e despachadas 12 toneladas de insumos e equipamentos de primeira necessidade.
O desastre teve início na última quarta-feira (24), quando um violento abalo sísmico de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu uma região localizada a cerca de 160 quilômetros a oeste da capital, Caracas. Menos de um minuto após o primeiro impacto, um segundo tremor, ainda mais destrutivo e de magnitude 7,5, foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Com informações da Agência Brasil.

