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Justiça nega exame de insanidade a acusado de matar dono de oficina

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Justiça nega exame de insanidade a acusado de matar dono de oficina

A Justiça do Distrito Federal negou o exame de insanidade mental solicitado pela defesa de Eduardo Jesus Rodrigues, acusado de matar o empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, no dia 6 de maio, no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte). Flávio era patrão de Eduardo em uma oficina de carros antigos.

Na última semana, o suspeito de cometer o crime também teve um pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal do Júri de Brasília. Eduardo Jesus Rodrigues foi denunciado pelo homicídio no último dia 15 de junho e deve sentar no banco dos réus.

A defesa do réu tentava demonstrar a necessidade da perícia médica utilizando o histórico familiar do acusado. Foram juntados aos autos diversos laudos e relatórios que comprovam que a mãe de Eduardo sofre de esquizofrenia paranoide. Os advogados utilizaram também um depoimento da autoridade policial colhido logo após o flagrante, que relatava que o homem apresentava “pensamento confuso e fala desconexa com a realidade”.

No entanto, o magistrado acolheu o parecer do Ministério Público do DF (MPDFT) pelo indeferimento. Na decisão, o juiz destacou que documentação médica apresentada diz respeito exclusivamente aos familiares de Eduardo, e não a ele próprio. O juiz diz não haver registros de tratamentos, consultas ou internações psiquiátricas em nome do acusado.

O tribunal apontou ainda que, durante a audiência de custódia, Eduardo demonstrou lucidez e respondeu às perguntas de forma conexa e coerente. Na ocasião, o próprio réu negou ter problemas de saúde mental ou dependência química.

“Não se pode aplicar, de forma generalizada, instituto que demanda interpretação jurídica restritiva e, ainda, prova mínima da incapacidade do acusado no momento dos fatos”, sentenciou o magistrado, citando entendimentos do STF e STJ sobre a necessidade de “dúvida razoável” para abrir um incidente de insanidade”, disse o magistrado.
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4 imagens
Flávio Cruz Barbosa, 49, é a vítima
Oficina onde o crime foi cometido fica no SOF Norte
Câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa
Metrópoles
Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, matou o próprio patrão
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Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, matou o próprio patrão

Material obtido pelo Metrópoles
Flávio Cruz Barbosa, 49, é a vítima
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Flávio Cruz Barbosa, 49, é a vítima

Material cedido ao Metrópoles
Oficina onde o crime foi cometido fica no SOF Norte
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Oficina onde o crime foi cometido fica no SOF Norte

Fernanda Cavalcante/Metrópoles
Câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa
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Câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa

Material cedido ao Metrópoles

Chute seguido de facadas

O crime aconteceu por volta das 11h10 de 6 de maio. As imagens de câmeras de segurança mostram Eduardo entrando na oficina e chutando o rosto do patrão, que estava sentado. Após o chute, o criminoso dá diversas facadas no chefe.

Em seguida, o indivíduo derruba o patrão e dá sequência às agressões. O criminoso chega a pegar uma roda e arremessá-la contra a vítima. Por fim, o autor sai arrastando o corpo do homem, deixando um rastro de sangue no chão da oficina.

A 5ª Delegacia de Polícia (área central) investiga o caso. Ao ser preso, Eduardo disse que cometeu o crime por vingança.

Outros crimes

Acusado de tentar invadir o Supremo Tribunal Federal (STF) portando uma faca, Eduardo justificou que estava com a arma branca para “autodefesa” e que vendia entorpecentes porque precisava “fazer um dinheirinho”

A partir das novas imagens da chegada do assassino com o tio à oficina, e outros vídeos gravados no local ao longo dos últimos dias, surgiu a suspeita de que o tio de Eduardo Jesus Rodrigues, 24, possa ter participação no homicídio.

Isso motivou a família a pedir a ampliação da investigação, que está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), e a prisão do tio de Eduardo — que foi negada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

O caso segue sendo investigado pela 2ª DP.

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