Os contratos de minidólar (WDOZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (04/11) em queda de 0,59%, aos 5.486,5 pontos. O dólar à vista recuou 0,64%, a R$ 5,4511, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O DXY caiu 0,19%, aos 101,530 pontos, enquanto euro e libra ganharam força. No Brasil, os ativos tiveram uma sessão positiva, mas a matéria não detalha a variação do Ibovespa.
Para os traders de minidólar, o foco estará na repecussão da decisão de juros do Banco Central e na continuidade da queda do dólar no exterior. Os efeitos do resultado eleitoral norte-americano sobre o apetite por risco também deverão orientar os negócios.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que os contratos de minidólar encerraram a última sessão no campo negativo, retomando o fluxo de baixa após os avanços recentes. O ativo fechou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que reforça a necessidade de acompanhar o comportamento do preço nas primeiras faixas de suporte e resistência.
Para que o movimento vendedor tenha continuidade, considero necessária a entrada de volume suficiente para romper o suporte em 5.477/5.465 pontos. A perda dessa faixa pode intensificar as vendas e levar o contrato aos próximos suportes em 5.449,5/5.427,5 pontos. Em uma correção mais extensa, o alvo fica na região de 5.406/5.377,5 pontos.
No cenário de recuperação, o primeiro sinal de retomada compradora virá com o rompimento da resistência em 5.495/5.512 pontos. Acima desse intervalo, vejo espaço para o ativo buscar 5.526,5/5.538,5 pontos e, posteriormente, a faixa mais longa de 5.554/5.644,5 pontos.
No gráfico diário, identifico uma correção após as altas recentes. Apesar da baixa da última sessão, o minidólar permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando uma estrutura técnica positiva no horizonte mais amplo. A média de 200 períodos, atualmente na região dos 5.335 pontos, continua funcionando como importante referência de suporte.
Para retomar a trajetória de alta, avalio que o contrato precisa superar inicialmente a faixa de resistência em 5.546/5.645 pontos. Caso esse rompimento seja confirmado, os próximos objetivos ficam em 5.753/5.830 pontos.
Na direção contrária, a continuidade do fluxo de baixa dependerá da perda dos suportes em 5.345/5.298 pontos. Abaixo dessa região, os alvos seguintes estão localizados em 5.223/5.147 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 66,75, aproximando-se da zona de sobrecompra. O indicador ainda não confirma uma condição extrema, mas seu nível elevado recomenda atenção à possibilidade de novas realizações após a valorização recente.

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Dólar futuro (WDOZ26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo negativo e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém o viés corretivo e pode favorecer a continuidade das vendas caso os suportes sejam rompidos.
Para retomar o movimento de alta, considero necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar a região de 5.529/5.557 pontos. O rompimento dessa faixa pode abrir caminho para a resistência em 5.644/5.680 pontos. Acima desse intervalo, os objetivos seguintes estão em 5.747,5 pontos e, no movimento mais longo, em 5.787 pontos.
No cenário de baixa, acompanho inicialmente os suportes em 5.477/5.406 pontos. A perda dessa região tende a fortalecer o fluxo vendedor e pode levar o contrato aos próximos suportes em 5.345/5.320 pontos. Em uma correção mais ampla, os alvos ficam em 5.298/5.258 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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