Os contratos de mini-índice (WINZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (28/10) em forte queda de 2,84%, aos 173.300 pontos. Os contratos de mini-índice deverão refletir a queda de 2,68% do Ibovespa, aos 171.006,10 pontos, na terceira baixa consecutiva após as eleições. O mercado doméstico permaneceu pressionado pela ausência de sinalizações fiscais mais concretas, pela saída de R$ 2,8 bilhões de investidores estrangeiros e pela alta dos juros futuros. No exterior, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,75% e 4,00%, enquanto Wall Street terminou no campo positivo e o petróleo voltou a superar US$ 100, sem aliviar a aversão ao risco na Bolsa brasileira.
Para os traders de mini-índice, o foco estará na prévia do PIB e no PCE dos Estados Unidos, além dos resultados fiscais do governo brasileiro. A reação da curva de juros e do fluxo estrangeiro será determinante para bancos e varejistas, enquanto Vale (VALE3), que divulgará balanço após o pregão, e Petrobras (PETR3; PETR4) também deverão influenciar o contrato. O comportamento dessas ações ajudará a indicar se o Ibovespa futuro prolonga a pressão vendedora ou encontra espaço para estabilização.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o WINZ26 encerrou a última sessão com forte movimento negativo e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém a pressão vendedora no curto prazo e reforça o risco de continuidade das perdas.
Para que o mini-índice prolongue o movimento de baixa, será necessária a perda da faixa de 173.070/172.225 pontos. O rompimento desse intervalo poderá intensificar o fluxo vendedor e levar o contrato em direção a 171.330/170.250 pontos. Em uma correção mais extensa, o alvo ficará na região de 166.790/166.025 pontos.
Para iniciar uma recuperação, o ativo precisará superar inicialmente a resistência em 173.455/174.325 pontos. Acima dessa faixa, vejo espaço para um avanço em direção a 176.640/177.710 pontos. O objetivo mais longo desse movimento está em 178.700/179.860 pontos.
No gráfico diário, vejo o mini-índice aprofundar o movimento de baixa e ampliar o afastamento em relação às médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. A estrutura permanece predominantemente negativa, sem apresentar, até o momento, um sinal técnico claro de reversão.
O movimento esticado, entretanto, exige atenção à possibilidade de repiques. Para construir uma recuperação mais consistente, será necessária uma forte entrada de fluxo comprador, acompanhada da superação das resistências em 178.700/181.185/186.275 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos estarão em 198.215/205.865 pontos.
Para dar continuidade ao fluxo vendedor, acompanho os suportes em 166.790/162.145 pontos. A perda dessa faixa poderá abrir caminho para novas quedas em direção a 156.720/150.485 pontos.
O IFR de 14 períodos recuou para 28,11 e entrou na região de sobrevenda. Na minha avaliação, o indicador reforça a intensidade do movimento vendedor e aumenta a possibilidade de repiques técnicos. Essa condição, isoladamente, porém, não representa confirmação de fundo ou reversão da tendência.

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WINZ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice também encerrou a sessão com forte baixa e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém o viés negativo e deixa os vendedores em vantagem no curto prazo.
Para retomar o fluxo comprador, o WINZ26 precisará superar, com volume, a resistência em 174.325/178.700 pontos. Confirmado o rompimento, os próximos objetivos estarão em 181.185/182.490 pontos e, em um movimento mais amplo, em 183.270/185.185 pontos.
No cenário de continuidade da baixa, acompanho os suportes em 172.225/171.195 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar o fluxo vendedor e levar o contrato até 166.790/166.020 pontos. Se o movimento se aprofundar, os alvos mais longos estarão em 165.390/164.020 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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