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Taxas fecham em alta após dados de inflação nos EUA e antes de pesquisa eleitoral

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Taxas fecham em alta após dados de inflação nos EUA e antes de pesquisa eleitoral

SÃO PAULO, 14 Out (Reuters) – As taxas ⁠dos DIs fecharam a quarta-feira com altas depois de serem influenciadas ⁠ao longo do dia pelo vai e vem dos rendimentos dos Treasuries, após a ‌divulgação de novos dados de inflação nos EUA.

No Brasil, investidores também aguardavam a nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial, programada para o início da noite.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito ‌Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,725%, com alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,699% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,66%, com elevação de 8 pontos-base ante 12,579%.

Pela manhã o governo dos EUA informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro, em linha ⁠com ‌o projetado por economistas ouvidos pela Reuters.

Imediatamente após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries de curto ⁠e longo prazo dispararam, com os investidores elevando as apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.

O avanço dos rendimentos dos Treasuries fez as taxas dos DIs marcarem máximas e o dólar avançar ante o real. Às 9h36, logo após os números do CPI, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 12,710% (+13 pontos-base).

“Por ​mais que (o CPI) tenha vindo em linha com o mercado, há uma certa ansiedade para os próximos passos do Fed. Então, há uma aversão a risco por conta da possibilidade de ​juros mais elevados nos EUA”, pontuou o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research.

Durante a tarde, no entanto, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo perderam força e migraram para o território negativo, o que fez as taxas dos DIs se reaproximarem da estabilidade em toda a curva. Na reta final da sessão, elas voltaram a operar em alta.

Ainda que o exterior tenha determinado a volatilidade ‌vista no Brasil, os investidores se mantiveram atentos ao noticiário político.

A nova ​pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência será divulgada após as 18h. Na terça-feira, outras pesquisas — entre elas uma da BTG/Nexus — mostraram empate técnico no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pela ⁠manhã, Flávio disse que participará do ​debate eleitoral promovido pela Band ​no próximo domingo, após ter afirmado na terça-feira que não iria ao evento. Lula já havia confirmado sua participação.

Flávio segue como ⁠o nome favorito do mercado, que vê em sua ​eleição a possibilidade de maior controle das contas públicas — ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste até o momento.

Na visão de boa parte dos agentes do mercado, o equilíbrio ​das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu na semana passada na redução de prêmios na curva de DIs e no recuo do ​dólar ante o real. Nesta semana, ⁠no entanto, há certa devolução de prêmios à curva.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o setor de ⁠serviços recuou 0,1% em agosto ante julho e teve alta de 0,6% ante agosto do ano passado. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,4% na margem e elevação de 1,1% na comparação anual.

“A pesquisa de serviços foi ruim, comprovou a desaceleração da atividade, mas ganhou contornos secundários” em função da eleição, pontuou Spiess.

Às 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 2 pontos-base, a ​5,198%.

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