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Taxas longas do Tesouro Direto voltam a subir depois de dois dias de queda

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Taxas longas do Tesouro Direto voltam a subir depois de dois dias de queda

As taxas dos títulos intermediários e longos do Tesouro Direto voltaram a subir na abertura desta quarta-feira (7), depois de recuarem nos dois pregões seguintes ao primeiro turno das eleições presidenciais. A alta vem na esteira da elevação dos rendimentos dos papéis americanos, que voltaram a atingir os maiores níveis desde 2002 para os prazos de 30 anos.

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 teve a maior alta, de 12,81% para 12,90% ao ano, na comparação com o fechamento de terça-feira (6). O Prefixado 2032 passou de 12,76% para 12,82%. Com o movimento, os dois títulos devolveram a queda de terça.

Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 voltou ao nível do fechamento de segunda-feira (5), e o Prefixado 2032 ficou um ponto-base acima dele. Ainda assim, o Prefixado 2032 segue 139 pontos-base abaixo do fechamento de sexta-feira (2), quando pagava 14,21% ao ano.

Nos vencimentos mais curtos, as taxas ficaram estáveis ou recuaram. O Tesouro Prefixado 2029 passou de 12,56% para 12,55%, e o Tesouro IPCA+ 2032, de IPCA + 6,98% para IPCA + 6,95%.

Entre os demais títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2050 subiu de IPCA + 6,55% para IPCA + 6,62%, a maior alta entre os IPCA+, e o IPCA+ 2040 foi de IPCA + 6,66% para IPCA + 6,69%.

Em relatório divulgado na terça-feira, o JPMorgan elevou de neutra para overweight (equivalente a compra) a recomendação para os juros locais brasileiros. Segundo os estrategistas do banco, o rali do primeiro pregão depois da votação foi bem mais intenso do que o esperado, mas o movimento ainda tem fôlego. “Os níveis estão longe do ideal, mas o momentum é forte e o posicionamento, relativamente limpo”, escrevem os estrategistas do banco. Uma queda adicional das taxas, porém, depende da capacidade do Banco Central de cortar juros, e o banco não espera um ciclo acelerado.

No exterior, o petróleo Brent subia 1,37%, a US$ 101,96 o barril, com novos ataques dos houthis no Oriente Médio, e os investidores aguardam a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). No Brasil, o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,50% em setembro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Na terça, o Ibovespa caiu 0,52%, aos 205.835,29 pontos, e o dólar recuou 0,51%, a R$ 4,975. Nesta quarta, o dólar subia 0,57%, a R$ 5,00, no início do dia. O segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) está marcado para 25 de outubro.

Confira as taxas do Tesouro Direto na abertura desta quarta-feira (7):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0867%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202912,55%01/01/2029
Tesouro Prefixado 203212,82%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203712,90%01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 6,95%15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 6,95%15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 6,69%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 6,71%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 6,62%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 6,62%15/08/2060

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