O Ibovespa avançou pela terceira sessão consecutiva e encerrou o último pregão com alta de 0,46%, aos 187.197 pontos. Durante o dia, o índice oscilou entre a mínima de 184.767 pontos e a máxima de 187.436 pontos.
Na minha leitura, a sequência positiva confirma a recuperação da força compradora no curto prazo. No gráfico diário, o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando espaço para novos avanços. A continuidade do movimento, porém, depende da entrada de volume suficiente para romper as próximas resistências.
A principal barreira está em 189.487 pontos, próxima da região psicológica dos 190.000 pontos. Acima desse patamar, acompanho a resistência em 192.890 pontos. A superação desse intervalo pode abrir caminho para um teste da máxima histórica, em 199.354 pontos.
No cenário de correção, a perda da região das médias e do suporte em 181.560 pontos enfraqueceria a estrutura atual e poderia levar o índice a 178.000/177.560 pontos. Abaixo dessa faixa, os próximos suportes aparecem em 164.835 pontos e, em um movimento mais prolongado, em 161.745 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 63,71 pontos, ainda dentro da zona de neutralidade e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o Ibovespa também encerrou a sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o viés comprador. Apesar da terceira alta consecutiva, o índice ainda precisa superar a faixa de 187.980/189.030 pontos para confirmar a continuidade do movimento.
Caso esse rompimento ocorra com volume, os próximos objetivos ficam em 191.340/192.545 pontos e, posteriormente, em 195.290/196.725 pontos.
Na ponta contrária, acompanho a região das médias e dos suportes em 185.300/183.965 pontos. A perda dessa faixa pode ampliar a pressão vendedora e levar o índice a 183.090/181.560 pontos. Em uma correção mais intensa, os alvos seguintes aparecem em 179.730/177.155 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (01/10) praticamente estáveis, com leve alta de 0,05%, aos 187.760 pontos.
Na minha leitura, o fechamento próximo da estabilidade mostra perda de força do movimento comprador no curtíssimo prazo. No gráfico de 15 minutos, o contrato recuou no fim da sessão e terminou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para hoje, acompanho como referências imediatas o suporte em 187.260/186.500 pontos e a resistência em 188.185/188.845 pontos.
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice permanece acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, preservando uma estrutura mais favorável aos compradores. No diário, o spinning top mostra equilíbrio entre compradores e vendedores, embora o contrato continue acima das principais médias móveis.

Os contratos de minidólar (WDOX26), com vencimento em novembro, encerraram a última sessão (01/10) em alta de 0,87%, aos 5.261 pontos.
O minidólar chega ao pregão desta sexta-feira após uma sessão positiva e com uma configuração favorável aos compradores no curto prazo. No gráfico de 15 minutos, o contrato terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Considero a resistência de 5.263/5.274,5 pontos a primeira barreira para a continuidade dos ganhos, enquanto o suporte de 5.244/5.235 pontos será a referência imediata em caso de realização.
No gráfico diário, o ativo também permanece acima das médias móveis e apresenta uma estrutura construtiva, com espaço para novas altas. O gráfico de 60 minutos reforça essa leitura ao mostrar o contrato acima das médias de 9 e 21 períodos, embora a continuidade do avanço ainda dependa do rompimento das resistências mais próximas.

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26), com vencimento em outubro, encerrou a última sessão em alta de 2,23%, aos 446.480 pontos.
Na minha leitura do gráfico diário, o avanço indica uma reação após a correção observada nas últimas sessões e abre espaço para a retomada do fluxo comprador. O contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura positiva e o potencial para testar patamares mais elevados.
O IFR (14), em 67,54 pontos, está próximo da região de sobrecompra. Embora o indicador ainda não sinalize um movimento excessivamente esticado, a proximidade dessa faixa recomenda atenção a eventuais realizações. A perda das médias móveis enfraqueceria a configuração atual e poderia intensificar a pressão vendedora.
Na ponta vendedora, acompanho a perda dos suportes em 433.900/426.830 pontos. Abaixo dessa região, o contrato poderá buscar 388.590/373.975 pontos e, em uma correção mais ampla, 356.030/329.600 pontos.
Para dar continuidade à alta, será necessário superar 450.485/462.845 pontos. Caso essa faixa seja rompida com volume comprador, projeto como próximos objetivos 478.370/520.515 pontos e, posteriormente, 590.020/646.940 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quinta-feira (01).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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