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Wellhub coloca mais R$ 100 milhões em crédito à disposição de academias e estúdios

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Wellhub coloca mais R$ 100 milhões em crédito à disposição de academias e estúdios

O Wellhub anunciou nesta quinta-feira (1) a ampliação em R$ 100 milhões em seu Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) para atender academias e estúdios parceiros no Brasil. A iniciativa dá continuidade à estratégia de soluções financeiras da companhia, lançada em agosto de 2025, quando estruturou inicialmente o fundo.

Até aqui, o Wellhub já concedeu mais de R$ 100 milhões em crédito. Nos últimos meses, a companhia expandiu seu portfólio de soluções financeiras com alternativas como seguros e repasses anuais. “O primeiro aporte que fizemos no fundo de crédito mostrou que existe uma demanda relevante por soluções financeiras desenhadas para a realidade do nosso setor”, afirma o líder de parcerias globais do Wellhub, Daniel Mazini.

O chamado crédito para parceiros foi a primeira solução financeira desenvolvida pelo Wellhub para sua rede no Brasil. Naquela oportunidade, em 2025, a empresa estruturou o fundo com o mesmo valor da atual ampliação, R$ 100 milhões. Ao todo, mais de mil academias e estúdios já tiveram crédito concedido e cerca de um terço da base do Wellhub tem linhas pré-aprovadas. O novo valor já foi captado.

O ticket médio dos empréstimos é de aproximadamente R$ 130 mil com um prazo de até 30 meses. De acordo com o Wellhub, a maior parte dos solicitantes é de academias de médio e pequeno porte que buscam reformar a estrutura e modernizar equipamentos, além de abrir novas unidades.

“Academias e estúdios querem crescer, melhorar suas estruturas, adquirir equipamentos mais modernos, abrir novas unidades e atender cada vez mais pessoas, mas o acesso a capital a baixo custo ainda pode ser uma barreira para muitos desses negócios”, afirma Mazini.

Modelo permite crédito mais barato

Cada vez que um usuário entra em uma unidade credenciada ao Wellhub, é gerada uma notificação no aplicativo. Então, a plataforma de benefícios corporativos faz um repasse para o parceiro. Esse modelo permite que o Wellhub use recebíveis para reduzir o risco do crédito e, por consequência, seu custo. Apesar disso, a empresa não diz qual é a média de juros concedidos.

As parcelas são descontadas diretamente dos repasses da plataforma, buscando alinhar o pagamento à capacidade financeira de cada estabelecimento. A operação é estruturada e gerida pela Galapagos Capital, com a QI Tech responsável pela administração, custódia e escrituração do fundo. 

No segmento de seguros o Wellhub oferece uma proteção voltada às necessidades de academias e estúdios, como coberturas para responsabilidade civil, danos ao patrimônio, roubo de equipamentos, eventos da natureza e lucros cessantes, além de assistência 24 horas. A contratação é digital, com planos a partir de R$ 54,58 por mês.

Já o repasse semanal funciona como uma antecipação e permite que parceiros elegíveis optem por receber semanalmente os valores que o Wellhub pagaria mensalmente pelos check-ins. A solução busca oferecer maior previsibilidade para despesas recorrentes como folha de pagamento, aluguel e fornecedores.

Concorrência

Atualmente, o Wellhub conecta mais de 50 mil empresas em 18 países a uma rede de mais de 110 mil parceiros de fitness e bem-estar, sendo mais de 45 mil apenas no Brasil. No entanto, a empresa tem visto o crescimento do seu principal concorrente, o TotalPass, no segmento de benefícios corporativos.

Para Mazini, existe um alinhamento muito claro entre os produtos financeiros e o modelo de negócio do Wellhub. “Nós não operamos redes próprias de academias e estúdios e, portanto, não competimos com nossos parceiros. Pelo contrário, nosso crescimento depende do deles”, diz.

Um levantamento global da companhia com mais de 2,5 milhões de usuários mostra que mais de nove em cada dez representam demanda incremental para os estabelecimentos parceiros. No Brasil, 82,6% dos usuários nunca haviam frequentado aquele parceiro antes de chegar por meio do Wellhub e outros 7,4% estavam inativos havia mais de três meses. 

Daniel Mazini, líder de parcerias globais do Wellhub. (Foto: Divulgação/Wellhub)

De acordo com Mazini, 8 em cada 10 parceiros que acessaram a linha de crédito também trabalham com outras plataformas de bem-estar corporativo. Ele afirma que o acesso a essas soluções não está condicionado a uma relação de exclusividade. “Queremos que os parceiros trabalhem conosco porque demonstramos que conseguimos gerar valor para seus negócios e não concorremos com ele”, conta.

Além das 10 redes com as quais o Wellhub tem acordos de exclusividade, 30% da base operam apenas com a plataforma mesmo sem obrigação contratual — o equivalente a mais de 15 mil empreendimentos. São os casos de redes como Corpo e Saúde, Usina do Corpo, Cristal Academia, Alpha Fitness, Lifefit, Greenlife, Wellness Club, Academia Usina, Malibu, Competition Training Gym, entre muitas outras.

“Em um mercado com diferentes opções, nossa estratégia é continuar conquistando essa preferência pelo valor que entregamos: levando usuários incrementais, gerando receita recorrente e desenvolvendo novas soluções a partir das necessidades dos parceiros”, afirma Mazini. “Para nós, é uma relação em que os incentivos estão alinhados: só conseguimos crescer de forma sustentável se nossos parceiros também crescerem da mesma forma.”

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