As taxas do Tesouro Direto caem com força nesta quarta-feira (30), dando continuidade à trajetória de alívio dos últimos pregões, depois de dados de inflação mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos.
O Tesouro IPCA+ 2050 teve a maior queda do dia, de 7,08% para 6,93%, recuo de 15 pontos-base. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 caiu de 7,20% para 7,09%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 recuou de 7,10% para 6,99%, ambos com 11 pontos-base.
Nos prefixados, o movimento também foi de queda relevante. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,07% para 13,99%, e o Prefixado 2032 recuou de 14,11% para 14,02%. O Prefixado 2029 foi de 13,83% para 13,76%.
Nos Estados Unidos, o índice de preços PCE de agosto veio mais lento do que o esperado, reforçando as apostas de que o Federal Reserve deve se abster de subir os juros na reunião de outubro. Os futuros do S&P 500 subiram 0,4%, o rendimento do Treasury de 10 anos caiu 3 pontos-base, para 5,20%, e o dólar recuou, segundo o InfoMoney. O movimento reverte parte da forte pressão da véspera, quando o título de 30 anos chegou a bater o maior nível desde 2002.
O mercado de trabalho americano também deu sinal de recuperação: as empresas do país aumentaram as contratações em setembro, segundo a ADP, decorrente de um ritmo acelerado de investimentos de capital e a uma melhora no consumo.
“O ponto é que o PCE segue bem acima da meta de 2% e o Fed tem deixado claro que o combate à inflação é prioridade, num cenário em que atividade e mercado de trabalho continuam resilientes”, ressalta Vitor Kayo, economista sênior da Nomad. “Enquanto esse quadro se mantiver, uma leitura de inflação melhor na margem tende a pesar menos do que a força da economia na condução da política monetária.”
No Brasil, o cenário eleitoral segue preponderante após a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta mostrar Lula com 39,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38,4% de Flávio Bolsonaro, diferença dentro da margem de erro de 2,2 pontos. No segundo turno, o quadro também é de empate técnico, com Lula em 48,5% e Flávio em 48%.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h26 desta quarta-feira (30):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Reserva 2036 | SELIC | 01/01/2036 |
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,0836% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 13,76% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 14,02% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 13,99% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,53% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,39% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,15% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,09% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 6,93% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 6,99% | 15/08/2060 |
The post Tesouro IPCA+ de longo prazo cai abaixo de 7% pela primeira vez desde maio appeared first on InfoMoney.

