O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, após um pregão marcado por forte volatilidade. O índice oscilou entre a mínima de 183.242 pontos e a máxima de 186.885 pontos.
Na minha leitura, o principal sinal da sessão foi a reação compradora após a forte queda intradiária. O Ibovespa chegou a perder suportes importantes, mas recuperou terreno e terminou no campo positivo. Esse comportamento mostra atuação dos compradores nas regiões inferiores, embora ainda não represente uma retomada plena da tendência de alta.
No gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O movimento mais lateral indica uma consolidação das altas recentes — uma correção mais pelo tempo do que pelo preço — sem comprometer, até o momento, a estrutura principal positiva. O IFR (14), em 65,51 pontos, está em região neutra, mas próximo da sobrecompra.
Para ganhar força, o Ibovespa precisa superar a resistência em 189.487/192.890 pontos. Acima dessa faixa, poderá avançar em direção à máxima histórica de 199.354 pontos. Na direção contrária, a perda do suporte e das médias em 185.200 pontos poderá aprofundar a correção até 178.000/176.565 pontos. Abaixo desses níveis, acompanho os 164.835 pontos e, como alvo mais longo, os 161.745 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa encerrou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A recuperação é relevante porque o índice chegou a perder os suportes de 184.980/183.845 pontos durante o pregão, mas reagiu e fechou novamente acima dessa região.
Para confirmar a continuidade da alta, será necessário superar inicialmente a resistência em 187.650/189.030 pontos e, posteriormente, os 191.340 pontos. Caso o rompimento ocorra com volume comprador, projeto como próximos alvos 192.545/195.280 pontos e, acima deles, 196.725/198.665 pontos.
Na ponta vendedora, uma nova perda de 184.980/183.845 pontos, desta vez com confirmação e volume, poderá levar o índice até 179.730 pontos. Abaixo desse patamar, os objetivos aparecem em 177.155/173.660 pontos e, em uma correção mais extensa, em 171.420/169.330 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (17/09) em alta de 0,26%, aos 188.280 pontos, após um pregão marcado por volatilidade.
Em resumo, avalio que o mini-índice voltou a apresentar força compradora e terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Nesse intervalo, acompanho como primeiro suporte a região de 187.815/186.410 pontos e como resistência imediata a faixa de 188.520/189.085 pontos. A superação dessa barreira reforçará a recuperação, enquanto a perda do suporte poderá recolocar os vendedores no controle.
Nos períodos mais longos, a estrutura permanece favorável à alta. O gráfico diário mantém o WINV26 acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, enquanto o gráfico de 60 minutos também terminou acima das médias curtas. A continuidade do movimento, contudo, dependerá da entrada de volume nas próximas resistências.

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (17/09) em queda de 0,50%, aos 5.140 pontos.
Na minha leitura, a queda da última sessão ampliou a pressão vendedora sobre o minidólar, que terminou abaixo das médias móveis no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho o suporte imediato em 5.139/5.120 e a resistência em 5.159/5.175. A perda do suporte poderá acelerar as baixas, enquanto o rompimento da resistência será necessário para iniciar uma recuperação.
Os gráficos diário e de 60 minutos também apresentam o contrato abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Essa convergência entre os diferentes tempos gráficos mantém o viés negativo e favorece os vendedores, embora os próximos rompimentos ainda sejam necessários para confirmar a continuidade da queda.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão em leve alta de 0,20%, aos 392.680 pontos.
Pelo gráfico diário, observo que o futuro de Bitcoin esboçou uma reação, mas permanece em movimento de correção após a forte alta recente. O avanço foi discreto e ainda não altera a configuração de curto prazo, já que o contrato negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O IFR (14), em 52,67, segue em região neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Para retomar o fluxo de baixa, o contrato precisa perder a região de 384.100/369.655 pontos. O rompimento dessa faixa poderá intensificar a pressão vendedora, com alvos em 351.920/325.795 pontos e, em um movimento mais longo, em 312.820/301.750 pontos.
No sentido contrário, a retomada consistente do fluxo comprador dependerá da recuperação das médias móveis e da superação de 420.120/430.895 pontos. Acima dessa região, vejo espaço para o contrato avançar em direção a 457.495/472.840 pontos, tendo como alvo mais distante a faixa de 514.500/583.200 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta sexta-feira (18).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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