O Ibovespa voltou a recuar na última sessão, com queda de 0,56%, aos 187.207 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 186.207 pontos e a máxima de 188.586 pontos.
Na minha leitura, o recuo mantém o Ibovespa em um movimento mais lateral, que interpreto, até o momento, como uma acomodação após as fortes altas recentes. A estrutura principal ainda favorece os compradores, mas a dificuldade para superar a região dos 190 mil pontos e a permanência do IFR em sobrecompra recomendam cautela.
No gráfico diário, observo que o índice continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando o viés altista. O IFR (14), em 72,06 pontos, permanece na região de sobrecompra, condição que não determina uma reversão, mas reforça o risco de realização de lucros enquanto o Ibovespa negocia afastado das médias.
Para retomar o avanço, será necessário superar a resistência em 189.487/192.890 pontos. Acima dessa faixa, o índice poderá caminhar em direção à máxima histórica de 199.354 pontos. Na direção contrária, a perda da região formada pelas médias e pelos suportes em 185.200/178.000/175.970 pontos poderá transformar a atual acomodação em uma correção mais consistente. Nesse cenário, acompanho os 164.835 pontos e, como alvo mais longo, os 161.745 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa encerrou em baixa, mas permaneceu acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração mantém a estrutura compradora de curto prazo, embora o índice precise recuperar força para romper as resistências próximas.
O principal gatilho de alta está no rompimento de 189.030/191.340 pontos. Caso essa faixa seja superada com volume comprador, projeto como próximos alvos 192.545/195.280 pontos e, posteriormente, 196.725/198.665 pontos.
Na ponta vendedora, os suportes imediatos aparecem em 185.140/183.845 pontos, seguidos por 179.730 pontos. A perda dessa região poderá ampliar o fluxo de baixa e levar o índice até 177.155/173.660 pontos. Em uma correção mais extensa, os objetivos seguintes ficam em 171.420/169.330 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (11/09) em baixa de 0,92%, aos 188.720 pontos.
Em resumo, avalio que o mini-índice atravessa uma correção no curto prazo, mas ainda preserva sua estrutura principal de alta. No gráfico de 15 minutos, o contrato fechou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a necessidade de cautela. Nesse intervalo, acompanho o primeiro suporte em 188.320/187.500 pontos e a resistência imediata em 189.160/189.950 pontos.
No gráfico diário, o WINV26 permanece acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, o que mantém o cenário mais amplo favorável aos compradores. Já no gráfico de 60 minutos, o fechamento abaixo das médias de 9 e 21 períodos mostra que a correção poderá continuar caso os suportes mais próximos sejam perdidos.

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (11/09) em alta de 0,36%, aos 5.145,5 pontos.
Na minha leitura, a alta da última sessão melhorou a configuração de curtíssimo prazo do minidólar, que terminou acima das médias móveis no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho a resistência imediata em 5.153,5/5.171 e o suporte em 5.137/5.120. O rompimento da resistência poderá prolongar a recuperação, enquanto a perda do suporte devolverá força aos vendedores.
O gráfico de 60 minutos também mostra uma configuração favorável à continuidade da reação, com o contrato acima das médias de 9 e 21 períodos. No diário, entretanto, o ativo permanece abaixo das médias móveis e em movimento mais lateral, indicando que a recuperação ainda precisa ser confirmada.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão em leve alta de 0,15%, aos 394.900 pontos.
Pelo gráfico diário, observo que o futuro de Bitcoin esboçou uma reação e interrompeu uma sequência de quatro quedas consecutivas. O avanço, porém, foi discreto e ainda não caracteriza uma retomada consistente do fluxo comprador. O contrato permanece negociando entre as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, enquanto o IFR (14), em 55,28, segue em região neutra, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
Para retomar o fluxo de baixa, o contrato precisa perder a região de 384.100/369.655 pontos. O rompimento dessa faixa poderá intensificar a pressão vendedora, com alvos em 351.920/325.795 pontos e, em um movimento mais longo, em 312.820/301.750 pontos.
No sentido contrário, a continuidade da recuperação dependerá da superação de 420.120/430.895 pontos. Acima dessa região, vejo espaço para o contrato avançar em direção a 457.495/472.840 pontos, tendo como alvo mais distante a faixa de 514.500/583.200 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta segunda-feira (14).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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