Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (08/09) em queda de 0,81%, aos 5.114 pontos. O dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,79%, a R$ 5,0892, menor cotação em um mês. O movimento foi provocado principalmente pelas pesquisas Quaest e BTG/Nexus, que mostraram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. A leitura impulsionou o real e o Ibovespa e derrubou os juros futuros. A crise envolvendo o STF também permaneceu no radar. No exterior, o DXY ficou próximo da estabilidade, com alta de 0,03%.
Para os traders de minidólar, o foco estará nos desdobramentos do cenário eleitoral e da crise institucional, após a moeda atingir a mínima de R$ 5,0713. A reação do Ibovespa e dos juros futuros, além do comportamento do dólar no exterior, deverá indicar se a pressão vendedora continua ou se o contrato encontra espaço para recuperação.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo de baixa e terminou entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mostra uma disputa mais equilibrada no curtíssimo prazo, mas o fechamento negativo ainda deixa os vendedores em vantagem.
Para dar continuidade à queda, considero necessária a entrada de volume vendedor suficiente para romper o suporte em 5.111/5.101. A perda dessa faixa poderá intensificar o movimento em direção a 5.091/5.065,5, deixando como objetivo mais longo a região de 5.052,5/5.032.
Uma recuperação dependerá da entrada de força compradora e da superação da resistência em 5.121,5/5.129,5. Acima desse intervalo, o contrato poderá buscar 5.151/5.161,5 e, posteriormente, a região de 5.171/5.199.
No gráfico diário, verifico que o minidólar voltou a recuar e permanece abaixo das médias móveis. O posicionamento mantém a estrutura técnica fragilizada e indica potencial para a continuidade das baixas.
Para retomar o movimento de alta, o contrato precisará superar a região formada pelas médias e pelas resistências em 5.204,5/5.235,5. Caso o rompimento seja confirmado, o ativo poderá avançar em direção a 5.277/5.342.
No sentido contrário, acompanho o suporte em 5.097,5/5.052. A perda dessa faixa poderá fortalecer o fluxo vendedor e levar o contrato inicialmente até 4.980/4.946. O IFR de 14 períodos está em 37,68, ainda em zona neutra e sem indicar sobrevenda.

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Dólar futuro (WDOV26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo negativo e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração reforça o domínio dos vendedores e exige sinais mais consistentes antes de apontar uma recuperação.
Para retomar a alta, o contrato deverá superar inicialmente a resistência em 5.134,5/5.171. Acima dessa faixa, a recuperação ganhará maior consistência com o rompimento de 5.194,5, abrindo espaço para um avanço até 5.224/5.257,5. Caso o fluxo comprador seja ampliado, os objetivos seguintes estarão em 5.277 e, no movimento mais longo, em 5.307.
Para prolongar a queda, acompanho o suporte em 5.097,5/5.065. Se essa região for perdida, o fluxo vendedor poderá ser intensificado em direção a 5.050/4.998, com alvos mais longos situados em 4.967/4.946.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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