Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (04/09) em alta de 0,46%, aos 5.156 pontos. O dólar à vista encerrou a sexta-feira em alta de 0,50%, a R$ 5,1296, após o payroll mostrar a criação de 162 mil vagas nos Estados Unidos, bem acima das 56 mil esperadas. Apesar da reação, a moeda acumulou queda de 1,28% na semana. No Brasil, a pesquisa Datafolha manteve Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados, reforçando o peso do cenário eleitoral sobre o câmbio.
Para os traders de minidólar, o foco estará na continuidade da repercussão do payroll e no noticiário político brasileiro. A disputa entre a força externa do dólar após os dados de emprego e o acirramento eleitoral, que recentemente favoreceu o real, deverá indicar se o contrato sustenta a recuperação ou retoma a pressão vendedora.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mostra uma recuperação da força compradora no curtíssimo prazo, mas a continuidade do movimento dependerá do rompimento das resistências mais próximas.
Para prolongar a alta, considero necessária a entrada de volume comprador suficiente para superar 5.161,5/5.171. Acima dessa faixa, o contrato poderá avançar em direção a 5.199/5.224 e, em um movimento mais amplo, testar a resistência em 5.235,5/5.257,5.
No sentido contrário, uma retomada da pressão vendedora dependerá da perda do suporte em 5.145/5.129,5. Caso esse intervalo seja rompido, o minidólar poderá buscar 5.101/5.091, deixando como alvo mais longo a região de 5.065,5/5.052,5.
No gráfico diário, verifico que o minidólar avançou na última sessão, mas continua abaixo das médias móveis. Dessa forma, ainda interpreto o movimento como uma tentativa de recuperação dentro de uma estrutura técnica fragilizada.
Para confirmar a continuidade da alta, o contrato precisará superar a região formada pelas médias e pelas resistências em 5.206/5.235,5. O rompimento desses patamares poderá abrir espaço para um avanço até 5.277/5.342.
Para retomar o fluxo de baixa, acompanho a região de suporte em 5.100/5.052. A perda dessa faixa poderá levar o ativo inicialmente até 4.980/4.946. O IFR de 14 períodos está em 43,14, ainda em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

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Dólar futuro (WDOV26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a sessão com fluxo positivo e passou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A configuração reforça a tentativa de recuperação, embora o contrato ainda precise vencer resistências importantes para ampliar o movimento.
Para dar sequência à alta, o ativo deverá superar inicialmente 5.171/5.194,5. Acima desse intervalo, o fluxo comprador poderá ganhar intensidade e levar o contrato até 5.224/5.257,5. Caso os rompimentos sejam confirmados, os objetivos seguintes estarão em 5.277 e, no movimento mais longo, em 5.307.
Para retomar a trajetória de baixa, acompanho inicialmente o suporte em 5.129,5/5.100. Se a pressão vendedora levar o contrato também abaixo de 5.065, o movimento poderá ser intensificado em direção a 5.050/4.998, com alvos mais longos em 4.967/4.946.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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