Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (02/09) em queda de 1,16%, aos 5.127 pontos. O dólar à vista recuou 0,91%, a R$ 5,1065, no menor valor desde 7 de agosto e na terceira queda consecutiva. O movimento ganhou força após a pesquisa Quaest mostrar empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. A reação foi positiva para os ativos brasileiros, com queda dos juros futuros e do dólar, enquanto o Ibovespa atingiu máximas.
Para os traders de minidólar, o foco estará no noticiário eleitoral, no fluxo de investidores estrangeiros e nas operações do Banco Central, após o país registrar saída cambial de US$ 3,095 bilhões em agosto até o dia 28. No exterior, a queda do DXY, o petróleo Brent acima de US$ 95 e a escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã poderão aumentar a volatilidade e definir se a pressão vendedora continua ou perde força.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo de baixa e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração mantém a pressão vendedora e favorece a continuidade do movimento negativo, embora seja necessário acompanhar se haverá volume suficiente para confirmar novos rompimentos.
Para a queda ganhar força, considero fundamental a perda do suporte em 5.118/5.108,5. Caso isso ocorra, o fluxo vendedor poderá ser intensificado, com o contrato buscando inicialmente 5.091/5.065,5 e, em um movimento mais amplo, 5.052,5/5.032.
Uma recuperação dependerá da entrada de volume comprador e da superação da resistência em 5.130/5.143. Acima dessa faixa, o minidólar poderá avançar em direção a 5.160/5.171, deixando como objetivo mais longo a região de 5.199/5.224. Enquanto permanecer abaixo da primeira resistência, avalio que os vendedores continuam em vantagem no curto prazo.
No gráfico diário, verifico que o minidólar ampliou as perdas e permaneceu abaixo das médias móveis, sinalizando que o movimento de baixa ainda pode ter continuidade.
Para reverter essa configuração e retomar a alta, o contrato precisará superar a região formada pelas médias e pelas resistências em 5.192/5.235/5.277. O rompimento dessas referências poderá abrir caminho para 5.342/5.416,5.
No sentido contrário, a continuidade da pressão vendedora depende da perda da região de suporte em 5.118/5.052. Abaixo desse intervalo, projeto como próximo objetivo a faixa de 4.980/4.946. O IFR de 14 períodos está em 37,40, ainda em zona neutra e sem indicar sobrevenda.

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Dólar futuro (WDOV26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar encerrou a sessão com fluxo negativo e permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O posicionamento reforça a fragilidade do ativo e mantém o cenário favorável aos vendedores.
Para iniciar uma recuperação, o contrato deverá superar a resistência em 5.143/5.171. Acima dessa faixa, o fluxo comprador poderá ganhar força e levar o ativo até 5.194,5/5.224. Caso o avanço prossiga, os objetivos seguintes estarão em 5.257,5 e, no movimento mais longo, em 5.277.
Para dar sequência à baixa, acompanho o suporte em 5.118/5.065. O rompimento dessa região poderá intensificar o fluxo vendedor e levar o minidólar até 5.050/4.998, com alvos mais distantes em 4.967/4.946.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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