O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 1,30%, aos 179.722 pontos, consolidando o décimo avanço consecutivo. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 177.299 pontos e a máxima de 181.060 pontos.
A sequência de ganhos reforça o domínio do fluxo comprador e mantém o viés positivo. O índice, porém, encontrou resistência em 181.060 pontos e devolveu parte da valorização antes do fechamento. Esse movimento, somado ao IFR (14) em 69,37, próximo da zona de sobrecompra, recomenda atenção a uma eventual realização de lucros — sem, por enquanto, comprometer a tendência de alta.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que favorece a continuidade do movimento. Para avançar, será necessário superar a faixa de resistência entre 181.060 e 187.780 pontos. Confirmado o rompimento, os próximos objetivos aparecem em 192.890/199.354 pontos.
Por outro lado, uma perda da região formada pelas médias e pelos suportes em 174.940/172.070 pontos enfraqueceria a estrutura compradora. Nesse cenário, acompanho como referências inferiores os 164.835 pontos e, em uma correção mais ampla, os 161.745 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o índice também segue acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura positiva de curto prazo. A resistência imediata está em 181.060/182.870 pontos. Caso essa faixa seja rompida com volume comprador, projeto como próximos alvos 185.585/188.165 pontos e, posteriormente, 188.950/191.340 pontos.
Na direção contrária, considero a região de 179.550/177.155 pontos como o principal suporte de curto prazo. A perda dessa faixa pode ampliar o fluxo vendedor e abrir espaço para uma correção até 173.660/169.330 pontos. Abaixo desses níveis, os objetivos mais longos ficam em 166.200/164.835 pontos.
Assim, mantenho uma leitura predominantemente positiva para o Ibovespa, sustentada pela sequência de dez altas e pela posição acima das médias. Ainda assim, o teste da resistência em 181.060 pontos e a proximidade do IFR com a sobrecompra aumentam a importância dos próximos movimentos para confirmar a continuidade da alta ou sinalizar uma realização mais consistente.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (01/09) em alta de 1,25%, aos 182.390 pontos.
Em resumo, avalio que o viés principal continua comprador, sustentado pelo avanço da última sessão e pela estrutura positiva observada nos períodos mais longos. No gráfico de 15 minutos, entretanto, a correção intradiária levou o contrato a fechar abaixo das médias móveis, o que recomenda cautela. Nesse intervalo, a primeira faixa de suporte está em 182.090/181.230 pontos, enquanto a resistência imediata aparece em 182.615/183.670 pontos. O rompimento de uma dessas regiões pode definir o ritmo do pregão.
No gráfico de 60 minutos, a configuração permanece favorável aos compradores: o contrato está acima das médias de 9, 21 e 200 períodos e segue dentro de um canal de alta. Ainda assim, considero importante acompanhar a reação do preço nas resistências mais próximas e a eventual entrada de volume.

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (01/09) em queda de 0,60%, aos 5.187 pontos.
Na minha leitura, o fechamento negativo manteve o minidólar sob pressão vendedora, embora a posição entre as médias móveis no gráfico de 15 minutos ainda exija confirmação para a continuidade da queda. No curto prazo, acompanho o suporte imediato em 5.183/5.171 e a resistência em 5.192,5/5.210,5: o rompimento de uma dessas faixas deverá indicar a direção mais provável do próximo movimento.
O cenário de 60 minutos também permanece desfavorável aos compradores, com o contrato abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão em queda de 3,14%, aos 402.740 pontos.
No gráfico diário, observo que o BITU26 ampliou o movimento corretivo, embora ainda permaneça em uma faixa mais lateral após as fortes altas recentes. O contrato negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, enquanto a média de 200 períodos atua como resistência imediata.
O IFR (14) está em 66,29 pontos, dentro da região neutra, mas próximo da faixa de sobrecompra. Na minha avaliação, o movimento ainda esticado, o afastamento das médias e o IFR elevado mantêm aberto o risco de continuidade da correção no curto prazo.
Para ampliar o fluxo de baixa, considero necessária a perda do suporte em 401.050/387.130 pontos. O rompimento dessa faixa poderá intensificar a pressão vendedora e abrir espaço para uma correção em direção a 369.655/351.920 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 325.795/312.820 pontos.
No campo positivo, a retomada da alta dependerá do rompimento da resistência em 420.345/430.895 pontos. Acima dessa região, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 457.495/472.840 pontos, com alvo mais longo em 514.500/583.200 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (02).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
The post Day Trade hoje (02): Ibovespa testa 181 mil após 10 altas; pode subir mais? appeared first on InfoMoney.

