Senadores democratas instaram nesta terça-feira, 25, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Kevin Warsh, a manter o cronograma de longa data do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) de realizar pelo menos oito reuniões por ano.
Segundo Ruben Gallego, que liderou o grupo de sete parlamentares que endereçou uma carta a Warsh, o posicionamento veio após relato recente do New York Times de que o presidente está considerando reduzir a frequência das reuniões.
“Desde 1981, o FOMC realiza um mínimo de oito reuniões anuais programadas. Nessas reuniões, o Comitê analisa as condições econômicas e financeiras, define a postura adequada da política monetária e avalia os riscos aos seus objetivos estatutários de estabilidade de preços e pleno emprego”, escreveram os senadores.
“Essa cadência tem proporcionado uma estrutura previsível para a condução da política monetária há 45 anos. Uma redução no número de reuniões para definição de taxas representaria o maior corte programado na história moderna do Fed”, afirmaram.
“A função do Fed é acompanhar a economia em tempo real, e não reduzir a frequência de monitoramento na esperança de que tudo corra bem. Se o Fed continuar seguindo esse caminho cada vez mais opaco, estará colocando a economia em geral em risco”, concluíram os senadores.

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No ano passado, o senador Gallego apresentou a lei bipartidária Fed Forward Act para formalizar em lei o cronograma de oito reuniões anuais e outras práticas de longa data de transparência e prestação de contas do Fed.
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