O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 1,50%, aos 170.448 pontos, completando o terceiro avanço consecutivo. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 167.928 pontos e a máxima de 171.979 pontos.
Na minha leitura, a aceleração dos ganhos reforça o movimento de recuperação e mostra maior presença do fluxo comprador nas últimas sessões. Ainda assim, o índice precisa romper resistências importantes para confirmar uma mudança mais consistente de direção.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa negocia entre as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Para ampliar a recuperação, considero necessária a entrada de força compradora capaz de superar a região das médias e das resistências em 174.135/180.680 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 187.780/192.890 pontos.
Na direção contrária, acompanho os suportes em 164.835/161.745 pontos. A perda dessa região poderá interromper a recuperação e recolocar o índice no fluxo de baixa, com possibilidade de queda até 157.000 pontos e, em um movimento mais prolongado, 153.570 pontos. O IFR (14) está em 46,87 pontos, permanecendo em região neutra.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa encerrou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que reforça a melhora do cenário no curto prazo. Para dar continuidade à alta, acompanho o rompimento da resistência em 171.980/173.110 pontos.
Caso essa faixa seja superada com entrada de fluxo comprador, os próximos alvos estarão em 176.285/179.350 pontos e, posteriormente, em 180.940/182.870 pontos.
Para retomar o movimento de baixa, o índice precisa perder o suporte em 169.215/166.200 pontos. Um rompimento acompanhado de maior volume vendedor poderá levar o Ibovespa em direção a 164.835/164.090 pontos, com um objetivo mais longo em 163.570/161.745 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (21/08) em forte alta de 1,78%, aos 174.035 pontos.
O mini-índice ganhou força compradora e encerrou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para ampliar a recuperação, precisará superar a primeira resistência em 174.420/175.010 pontos. Já a perda do suporte em 173.625/172.310 pontos poderá abrir espaço para uma correção.
No gráfico de 60 minutos, o contrato também terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a reação compradora. No diário, porém, ainda negocia entre essas referências, o que exige confirmação antes de caracterizar uma recuperação mais consistente.

Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (21/08) em queda de 1,09%, aos 5.150 pontos.
O minidólar encerrou a última sessão com fluxo negativo, dentro de um canal de baixa e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para esta segunda-feira, considero a perda do suporte em 5.145/5.122,5 pontos determinante para o aprofundamento da queda, enquanto o rompimento da resistência em 5.154,5/5.170 pontos poderá favorecer uma recuperação.
O gráfico de 60 minutos reforça o cenário pressionado, com o ativo abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos e dependente da recuperação das resistências para reduzir a vantagem dos vendedores.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão em forte alta de 4,77%, aos 396.500 pontos.
No gráfico diário, observo que o BITQ26 avançou pela quinta sessão consecutiva e manteve o forte fluxo de alta iniciado após a saída da lateralização. O contrato negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento considerável em relação a elas, configuração que evidencia um movimento mais esticado.
O IFR (14) está em 79,51 pontos, dentro da região de sobrecompra. Na minha avaliação, a combinação entre a sequência de altas, o distanciamento das médias e o IFR elevado aumenta a possibilidade de uma correção no curto prazo, apesar da manutenção do fluxo positivo.
Para retomar o movimento de baixa, considero necessária a perda do suporte em 387.200/364.260/346.780 pontos. O rompimento dessa região poderá ampliar a pressão vendedora e abrir espaço para uma correção em direção a 321.040/308.250 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 297.350/267.590 pontos.
No campo positivo, a continuidade da alta dependerá do rompimento da resistência em 405.500/424.600 pontos. Acima dessa faixa, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 450.515/465.940 pontos, com alvo mais longo em 506.990/574.690 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta segunda-feira (24).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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