A ata da última reunião do Federal Open Market Comittee do Federal Reserve mostrou que muitos participantes consideram que juros mais altos serão necessários se a inflação não cair para o patamar visto como adequado pelo colegiado. O documento, divulgado nesta quarta-feira (19), trouxe mais informações sobre a decisão que manteve os juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano.
A maioria dos participantes, mostra a ata, votou pela manutenção das taxas, mas alguns foram a favor de uma alta.
Mudança no debate
Não houve menção na ata a apoio a um corte nas taxas, um sinal de como o debate sobre a política monetária do Fed mudou ao longo de um ano que começou com a expectativa de que o banco central fosse capaz de reduzir os custos dos empréstimos neste ano, à medida que a inflação desacelerasse.
As pressões sobre os preços, no entanto, continuaram a aumentar, especialmente depois que o governo Trump se aliou a Israel em uma guerra contra o Irã. Os embarques de petróleo e gás pelo estratégico Estreito de Ormuz continuam restritos quase seis meses após o início do conflito.
Espera-se que o Fed mantenha sua taxa básica de juros inalterada novamente na reunião de 15 e 16 de setembro, após dados recentes terem mostrado uma ligeira desaceleração da inflação e empresas cortando empregos de forma inesperada em julho. Os dados deixaram as autoridades ainda divididas sobre se serão necessários aumentos nas taxas para desacelerar ainda mais a inflação, mas também mais cautelosas quanto à solidez do mercado de trabalho e aos riscos para sua meta de manter o pleno emprego.
Na ausência de orientações de Warsh, que tem se mostrado relutante em falar sobre a trajetória da política monetária durante seu mandato, os investidores estão precificando o início dos aumentos das taxas de juros já a partir da reunião de 27 e 28 de outubro.
(com Reuters)
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