JBS anuncia proposta para comprar ações da Pilgrim´s Pride
Liquidação de títulos da zona do euro dá pausa, mas preços do petróleo continuam pressionando
A liquidação de títulos públicos da zona do euro, que levou aos rendimento aos níveis mais altos em mais de uma década, dava uma pausa nesta quarta-feira, enquanto o mercado de Treasuries se estabilizava, embora a alta nos preços do petróleo limite o alívio. A taxa de rendimento do Bund alemão de 10 anos, referência para a zona do euro que atingiu o pico em 15 anos na terça-feira devido à preocupação dos investidores com o aumento dos preços da energia e dos endividamentos públicos, caía 1 ponto-base, para 3,247%. O rendimento dos títulos de 30 anos do país recuava 1 ponto, para 3,762%, após também ter atingido seu maior nível desde 2011 no dia anterior. Os rendimentos se movem inversamente aos preços. Investidores e analistas afirmaram que um pequeno rali nos Treasuries, o mercado global de títulos dominante que influencia o resto do mundo, estava contribuindo para melhorar o ânimo do mercado.
Barris de petróleo sobem 1%
Os preços do petróleo operam em alta, enquanto os investidores avaliam as mensagens conflitantes de Teerã e Washington sobre a abertura do Estreito de Ormuz. As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionados por novas preocupações com a oferta após o fracasso das negociações salariais entre a BHP e os trabalhadores de Port Hedland, mesmo com a demanda chinesa persistentemente fraca mantendo a perspectiva geral pessimista.
- Petróleo WTI, +1,09%, a US$ 85,87 o barril
- Petróleo Brent, +1,00%, a US$ 91,93 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,78%, a 712 iuanes (US$ 105,59)
Bolsas da Ásia encerram dia com perdas
As ações chinesas caíram nesta quarta-feira, com uma venda massiva de ações de chips e robótica em meio a preocupações com a economia em geral e resultados corporativos abaixo do esperado, enquanto as ações de Hong Kong registraram uma ligeira alta. As ações da Unitree, a fabricante de robôs humanoides mais conhecida da China, dispararam 460% em seu primeiro dia de negociação após a listagem na Bolsa de Xangai. Os investidores consideram a oferta pública inicial fundamental para o setor de robótica do país, que se tornou um importante campo de batalha na guerra tecnológica entre a China e os EUA. “A fraqueza da China hoje parece mais uma combinação de pressão global sobre os rendimentos, certa rotação para fora de posições superlotadas no setor de tecnologia e resultados financeiros decepcionantes de empresas específicas do que simplesmente uma retirada de liquidez da Unitree”, disse Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo Singapore.
- Shanghai SE (China), -2,40%
- Nikkei (Japão): -3,16%
- Hang Seng Index (Hong Kong): +0,09%
- Nifty 50 (Índia): -0,47%
- ASX 200 (Austrália): -0,18%
Bolsas da Europa operam com viés de queda
As ações europeias oscilavam em torno da menor cotação em duas semanas nesta quarta-feira, com os preços do petróleo permanecendo elevados devido às tensões no Oriente Médio, o que sustentava as ações do setor de energia, mas levantava dúvidas sobre a inflação e o crescimento, enquanto os investidores aguardavam a ata da reunião de julho do Federal Reserve. A onda de vendas de títulos públicos da zona do euro, que na terça-feira havia levado os rendimentos de longo prazo aos níveis mais altos em mais de uma década, deu uma pausa com a estabilização do mercado de títulos do Treasury dos EUA. Os rendimentos soberanos de longo prazo funcionam como âncora para o preço de quase todos os outros ativos nos mercados financeiros, incluindo as taxas de hipotecas.
- STOXX 600: -0,10%
- DAX (Alemanha): -0,13%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,21%
- CAC 40 (França): +0,31%
- FTSE MIB (Itália): -0,13%
EUA: índices futuros começam dia sem força
Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade nesta quarta-feira (19), após Wall Street registrar a terceira sessão consecutiva de perdas, em meio à alta dos rendimentos dos Treasuries e dos preços do petróleo. O foco dos investidores se volta para ata da última reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) do Fed, que pode revelar pistas sobre os debates dos formuladores de políticas a respeito da inflação, da política monetária e de outros dados econômicos importantes. No cenário corporativo, os resultados de varejistas como Target, Lowe’s e TJX também estarão no radar, oferecendo novas pistas sobre a força do consumidor americano.
- Dow Jones Futuro: +0,02%
- S&P 500 Futuro: +0,02%
- Nasdaq Futuro: -0,12%
Abertura de mercados
O foco recai nesta quarta-feira sobre ata da última reunião do Federal Reserve, em meio a uma estabilização dos rendimentos de títulos globais perto de suas máximas em décadas. O Fed divulgará às 15h a ata da reunião de julho, na qual deixou os juros inalterados. O chair Kevin Warsh, porém, assustou os mercados ao dar poucos indícios sobre se e como o banco central dos Estados Unidos pode responder à inflação persistente. Dos EUA à Alemanha passando pelo Japão, os custos de empréstimos de longo prazo dispararam recentemente, em meio a preocupações de investidores com o aumento da dívida pública e a inflação elevada, impulsionada em parte pela guerra no Irã. O rendimento dos Treasuries de 30 anos ronda 5,27% nesta quarta-feira, após atingir na véspera o maior nível em quase 20 anos, de 5,3371%. Os títulos alemães e franceses também se estabilizavam. Ao mesmo tempo, os futuros do petróleo subiam pela quarta sessão consecutiva diante da redução das perspectivas de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que não havia negociações em andamento com o Irã e insistiu que o Estreito de Ormuz estava aberto, contrariando a afirmação do Irã de que a via marítima permanecia fechada à navegação. Na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa às 10h50 do Fórum Saúde EMS Esfera, e depois tem encontro com a Associação Nacional de Jornais. (Reuters)
Principais índices em Nova York fecharam ontem com baixas
Investidores em Wall Street ficaram pressionados pela alta dos rendimentos dos títulos soberanos a níveis recordes em várias décadas, em meio a preocupações com a inflação persistente e os elevados preços do petróleo, que subiu de novo hoje, a exemplo da véspera. Uma retração nas ações de semicondutores também afetou o mercado em geral. “O mercado está ignorando o desafio relacionado aos rendimentos dos títulos e preferindo se concentrar nos sólidos lucros e nos avanços da inteligência artificial”, disse à CNBC Bill Fitzpatrick, gestor de portfólio da Logan Capital Management. “Em algum momento, provavelmente estaremos vulneráveis a uma leve queda nos preços. Os fatores que estão elevando os rendimentos dos títulos não vão se aliviar amanhã”.
| Dia (%) | Pontos | |
| Dow Jones | -0,22 | 53.344,36 |
| S&P 500 | -0,72 | 7.692,10 |
| Nasdaq | -1,33 | 26.289,71 |
DIs: juros futuros fecharam ontem de forma mista
| Taxa (%) | Variação (pp) | |
| DI1F27 | 13,745 | -0,015 |
| DI1F28 | 13,955 | -0,020 |
| DI1F29 | 14,315 | 0,005 |
| DI1F31 | 14,615 | 0,045 |
| DI1F32 | 14,705 | 0,035 |
| DI1F33 | 14,740 | 0,040 |
| DI1F34 | 14,755 | 0,055 |
| DI1F35 | 14,735 | 0,020 |
Dólar comercial terminou ontem com alta de 0,40%, na máxima do dia
O dólar comercial voltou a subir frente ao real, após a queda da véspera. O movimento foi na mesma direção da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, com o DXY, o índice dólar, com mais 0,01%, aos 99,65 pontos.
- Venda: R$ 5,222
- Compra: R$ 5,221
- Mínima: R$ 5,190
- Máxima: R$ 5,222
Maiores baixas, altas e mais negociadas de ontem
Maiores baixas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| CEAB3 | -5,87 | 7,38 |
| CURY3 | -3,93 | 31,05 |
| DIRR3 | -3,56 | 10,30 |
| LREN3 | -3,45 | 10,64 |
| SMFT3 | -3,21 | 16,61 |
Maiores altas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| HAPV3 | 3,04 | 6,78 |
| AZZA3 | 2,47 | 15,34 |
| TOTS3 | 2,00 | 31,18 |
| VBBR3 | 1,63 | 34,20 |
| SUZB3 | 1,43 | 41,16 |
Mais negociadas
| Negócios | Dia (%) | |
| PETR4 | 46.129 | 0,31 |
| AXIA3 | 36.746 | -0,56 |
| BBAS3 | 34.454 | -0,84 |
| RADL3 | 34.080 | -0,93 |
| VBBR3 | 33.887 | 1,63 |
Ibovespa terminou ontem com baixa de 0,27%, aos 166.334,86 pontos
- Máxima: 168.389,49
- Mínima: 166.211,30
- Diferença para a abertura: -448,71 pontos
- Volume: R$ 21,50 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (17): -0,09%
- Terça-feira (18): -0,27%
- Semana: -0,36%
- Agosto: -6,55%
- 3T26: -3,23%
- 2026: +3,31%
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