O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quarta-feira (19), em meio à continuidade das tensões no Estreito de Ormuz, que mantêm o petróleo em alta. A commodity avança pelo quarto pregão consecutivo diante dos temores de interrupções na oferta, aumentando a cautela nos mercados globais. Às 9h03 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro recuava 0,13%, aos 169.300 pontos.
O movimento ocorre antes da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), prevista para a tarde, que pode trazer novas pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.
O Fed divulgará às 15h a ata da reunião de julho, na qual deixou os juros inalterados. O chair Kevin Warsh, porém, assustou os mercados ao dar poucos indícios sobre se e como o banco central dos Estados Unidos pode responder à inflação persistente.
Dos EUA à Alemanha passando pelo Japão, os custos de empréstimos de longo prazo dispararam recentemente, em meio a preocupações de investidores com o aumento da dívida pública e a inflação elevada, impulsionada em parte pela guerra no Irã.
O rendimento dos Treasuries de 30 anos US30YT=RR rondava 5,27% nesta quarta-feira, após atingir na véspera o maior nível em quase 20 anos, de 5,3371%. Os títulos alemães e franceses também se estabilizavam.
Ao mesmo tempo, os futuros do petróleo subiam pela quarta sessão consecutiva diante da redução das perspectivas de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que não havia negociações em andamento com o Irã e insistiu que o Estreito de Ormuz estava aberto, contrariando a afirmação do Irã de que a via marítima permanecia fechada à navegação.
Na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa às 10h50 do Fórum Saúde EMS Esfera, e depois tem encontro com a Associação Nacional de Jornais.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,10%, S&P Futuro avançava 0,03% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,25%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar futuro operava com baixa de 0,19%, aos R$ 5,219.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa em meio a preocupações com as tensões no Oriente Médio e a queda global dos títulos.
O índice Nikkei 225, do Japão, fechou em queda de 3,16%, a 65.326,42 pontos, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 5,80%, para 6.471,17. Ambos os índices foram pressionados pelas perdas das ações de tecnologia. Samsung e SK Hynix, que são pesos-pesados do Kospi, caíram 7,82% e 9,75%, respectivamente. No Japão, o SoftBank Group caiu mais de 10% e a Nintendo recuou 2,09%.
Os preços do petróleo operam em alta, enquanto os investidores avaliam as mensagens conflitantes de Teerã e Washington sobre a abertura do Estreito de Ormuz.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionados por novas preocupações com a oferta após o fracasso das negociações salariais entre a BHP e os trabalhadores de Port Hedland, mesmo com a demanda chinesa persistentemente fraca mantendo a perspectiva geral pessimista.
(Com Reuters)
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