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A Embraer dos últimos dez anos: o que mudou na tese de investimento das ações?

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
A Embraer dos últimos dez anos: o que mudou na tese de investimento das ações?

Ao longo dos últimos dez anos, a Embraer (EMBJ3) passou por diversos cenários de disrupção e as expectativas em torno da companhia acompanharam o movimento. A XP Investimentos reuniu algumas informações sobre a empresa neste período para analisar qual o impacto de todas essas mudanças na sua tese de investimento.

Desde o período pós-boom de commodities, à tentativa de transação com a Boeing, aos anos de pandemia de Covid-19 e até os gargalos da cadeia de suprimentos, a última década foi marcada por episódios transformadores para a empresa.

De acordo com a XP, de lá para cá, as expectativas de consenso para a companhia parecem materialmente diferentes.

De maneira geral, os analistas destacam que as projeções futuras de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e lucro líquido estão atualmente acima dos níveis pré-pandemia. Além disso, apontam para o perfil de resultados mais forte da década.

Mesmo após o período de recuperação da indústria, a casa afirma que as expectativas de resultados continuaram subindo. Isso sugere que os investidores passaram a atribuir uma base estruturalmente mais elevada de lucros à companhia.

Principais mudanças

Com base na evolução do modelo analisado, a XP destacou três mudanças centrais para a Embraer nos últimos dez anos. A primeira delas, referente às premissas para aviação executiva.

De acordo com a análise, essas estimativas foram revisadas para cima, com entregas saindo de 100 aeronaves por ano para entre 170-190 ao longo do período. O crescimento acompanhou o aumento da capacidade produtiva da companhia.

Em segundo lugar, o segmento de defesa ganhando relevância à medida que a visibilidade melhorou em programas-chave. Esse desenvolvimento teve implicações positivas tanto para receitas quanto para lucratividade. Segundo a base analisada, a margem projetada para 2026-2028 está passando de níveis médios de um dígito para 10-12%.

Para além disso, e para finalizar as três principais mudanças observadas, os analistas também destacaram as premissas de lucratividade gradualmente mais elevadas em todas as divisões dentro do período.

Projeções para o futuro

As projeções de lucro líquido da XP para os anos de 2026 e 2027 estão em torno de US$ 500-680 milhões, comparados aos níveis pré-pandemia de US$ 200-400 milhões por ano.

Olhando para frente, os analistas continuam positivos. De acordo com a XP, a visibilidade para a companhia permanece boa até, ao menos, o fim da década. Essa perspectiva está sustentada por uma carteira de pedidos recorde e slots de produção cada vez mais vendidos.

Para a casa, as principais variáveis continuam relacionadas à execução. Desde o ramp up da produção, a normalização da cadeia de suprimentos e a capacidade da companhia de converter demanda em entregas e margens.

Para 2028, as estimativas da XP já implicam receitas, margens e geração de caixa materialmente acima das projeções iniciais de alguns anos atrás.

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