O Ibovespa encerrou a última sessão praticamente estável, mas ainda em campo negativo, ao registrar leve queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, após oscilar entre a mínima de 173.285 pontos e a máxima de 174.504 pontos. Apesar da baixa discreta, o índice segue inserido no movimento corretivo iniciado após a máxima histórica de 199.354 pontos, mantendo o mercado atento aos próximos níveis técnicos.
Pelo gráfico diário, observo que o índice segue negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, após perder uma delas nos últimos pregões. Esse comportamento mostra um equilíbrio momentâneo entre compradores e vendedores, enquanto o mercado busca definir a próxima direção. O IFR (14) está em 50,14, em região neutra, reforçando esse cenário de indefinição.
Para que o Ibovespa retome uma trajetória mais consistente de alta, considero importante o rompimento da faixa de resistência em 178.340/181.560 pontos. Caso isso ocorra, os próximos objetivos passam a ser 187.780/192.890 pontos.
Por outro lado, a perda dos suportes em 170.500/169.665 pontos poderá fortalecer a pressão vendedora, abrindo espaço para testes em 167.690/164.780 pontos, com alvo mais longo em 161.745/157.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário segue mais fraco. O índice encerrou o pregão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando que o fluxo vendedor ainda prevalece no curtíssimo prazo.
Para que a recuperação volte a ganhar força, acompanho o rompimento da resistência em 175.165/177.180 pontos. Se essa faixa for superada com aumento do volume comprador, o índice poderá buscar 178.200/179.475 pontos, tendo como objetivos seguintes 180.940/182.870 pontos.
No cenário de baixa, a perda do suporte em 173.285/172.300 pontos poderá acelerar a realização, com os próximos alvos em 171.395/169.665 pontos. Caso a pressão vendedora aumente, o movimento poderá se estender até 166.295 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (17/07) com leve baixa de 0,11%, aos 175.070 pontos.
Na minha leitura, o mini-índice continua em uma região decisiva. Apesar da baixa moderada, o ativo segue sem força para retomar uma tendência de recuperação. No curto prazo, a perda do suporte em 174.830/174.515 pontos poderá ampliar a pressão vendedora, enquanto o rompimento da resistência em 175.335/175.570 pontos será o primeiro sinal de reação.
Já no gráfico de 60 minutos, o cenário permanece mais frágil, com o índice negociando abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, o que mantém o viés baixista.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (17/07) com alta de 0,13%, aos 5.128 pontos.
Apesar do fechamento positivo, o contrato segue em uma região de definição, negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para o pregão, acompanho a resistência em 5.134/5.143 pontos como principal gatilho para uma continuidade da recuperação. Em contrapartida, a perda do suporte em 5.122,5/5.116,5 pontos poderá devolver força aos vendedores.
No gráfico de 60 minutos, o ativo permanece acima das médias curtas, favorecendo o viés comprador, mas ainda depende do rompimento de resistências relevantes para consolidar esse movimento.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão com alta de 0,81%, aos 329.820 pontos, mantendo o movimento de recuperação recente, embora o ativo continue oscilando dentro de uma faixa mais lateral nos últimos pregões.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando uma configuração técnica mais favorável no curto prazo. Ainda assim, avalio que o movimento recente tem sido marcado por lateralização, enquanto a tendência principal permanece negativa. O IFR (14) em 48,54 continua em região neutra, sinalizando equilíbrio entre compradores e vendedores.
Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 319.040/303.860 pontos poderá recolocar os vendedores no controle, abrindo espaço para quedas até 293.100/263.780, com alvo mais longo em 253.250/244.235 pontos.
Por outro lado, para que a recuperação ganhe tração, será necessário romper a faixa de 341.190/355.260 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 381.680/399.720, com projeções mais longas em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta segunda-feira (20).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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