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Tesouro Direto: taxas recuam após deflação nos EUA e novo leilão comedido de NTN-Bs

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Tesouro Direto: taxas recuam após deflação nos EUA e novo leilão comedido de NTN-Bs

As taxas do Tesouro Direto revertem a alta da manhã e passam a operar em queda nesta terça-feira (14), depois que os Estados Unidos registraram a primeira deflação mensal desde 2020. O índice de preços ao consumidor caiu 0,4% em junho, resultado bem abaixo da expectativa de queda de 0,1% projetada por economistas consultados pela Reuters, e a maior retração mensal desde abril daquele mesmo ano.

O Tesouro Prefixado 2029 recuou de 14,22% na abertura para 14,09% às 12h. O Prefixado 2032 caiu de 14,45% para 14,38%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,41% para 14,38%.

Nos títulos de inflação, o movimento também foi de queda em boa parte dos vencimentos, porém sem movimentos bruscos. O IPCA+ 2032 caiu de 8,12% na abertura para 8,08%, e o IPCA+ 2040 recuou de 7,53% para 7,51%. Já o IPCA+ 2050 foi na contramão e subiu de 7,24% para 7,26%.

A retração do índice americano na base mensal reflete principalmente a queda nos preços da gasolina em relação às máximas dos últimos anos, formadas ainda sob os efeitos do frágil cessar-fogo entre EUA e Irã do mês passado, e acabou e desfazendo nos últimos dias. Na base anual, o índice de preços ao consumidor subiu 3,5% em 12 meses até junho, também abaixo da expectativa de 3,8%.

Com o resultado, operadores reduziram as apostas de que o Federal Reserve elevará os juros na reunião de 28 e 29 de julho. A probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual caiu para cerca de 15%, ante 35% antes da divulgação do dado. Para a reunião de setembro, a chance de alta também recuou, de mais de 90% para cerca de 70%, segundo a Reuters.

Leia mais: Deflação em junho traz alívio, mas inflação acumulada ainda exige cautela pelo Fed

O fechamento da curva também acontece após mais um leilão tímido do Tesouro, que optou por novamente fazer uma oferta mínima de NTN-Bs (IPCA+), vendida integralmente, de 50 mil títulos de cada um dos três vencimentos: 2029, 2033 e 2035. Além disso, foi vendido um lote de 1.250 papéis de LFTs (Tesouro Selic).

O leilão confirmou a previsão dos analistas da BGC Liquidez, que esperavam a colocação dessa quantidade mais baixa de títulos, repetindo a estratégia das últimas semanas, “diante do cenário incerto e do momento de apetite reduzido para risco Brasil”.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 12h desta terça-feira (14):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0741%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202914,09%01/01/2029
Tesouro Prefixado 203214,38%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203714,38%01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 8,08%15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,88%15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,51%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,53%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,26%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,39%15/08/2060

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