O Ibovespa teve uma sessão de forte recuperação, encerrando o pregão com alta de 2,97%, aos 177.866 pontos, após oscilar entre a mínima de 172.760 pontos e a máxima de 177.866 pontos. Apesar do avanço expressivo, o índice ainda busca consolidar uma reversão da correção iniciada após a máxima histórica de 199.354 pontos, o que mantém a atenção voltada para a continuidade dos próximos movimentos.
Pelo gráfico diário, observo que o índice voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, um sinal positivo para o curto prazo. Ainda assim, considero importante acompanhar se a força compradora será suficiente para sustentar a recuperação ou se o movimento recente dará lugar à retomada da tendência corretiva. O IFR (14) está em 62,61, em região neutra.
Para que o movimento de alta ganhe continuidade, será necessário romper a faixa de resistência em 178.340/181.560 pontos. Se esse patamar for superado, os próximos objetivos passam a ser 187.780/192.890 pontos.
Por outro lado, a perda dos suportes em 174.035/170.650 pontos poderá recolocar o índice sob pressão, com potencial para buscar 169.665/167.650 pontos e, em um cenário mais amplo, 164.780 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário também permanece favorável. O Ibovespa encerrou o pregão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o predomínio comprador no curtíssimo prazo.
Para confirmar a continuidade da recuperação, acompanho o rompimento da resistência em 178.200/179.475 pontos. Caso essa faixa seja superada com aumento do volume comprador, o índice poderá avançar em direção a 180.940/182.870 pontos, tendo como alvo seguinte a região de 185.585 pontos.
No sentido oposto, a perda do suporte em 177.150/176.000 pontos poderá atrair nova pressão vendedora. Nesse cenário, os próximos objetivos passam a ser 174.660/173.300 pontos, com possibilidade de extensão do movimento até 171.280/169.665 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (10/07) com forte alta de 2,86%, aos 180.515 pontos, registrando o segundo avanço consecutivo e reforçando o movimento de recuperação.
Na minha leitura, o mini-índice segue ganhando força compradora após romper importantes barreiras técnicas e encerrar a sessão acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para a continuidade desse movimento, considero fundamental a manutenção do suporte em 179.940/179.425 pontos, enquanto o rompimento da resistência em 180.760/181.120 pontos poderá abrir espaço para novas máximas.
No gráfico de 60 minutos, a estrutura também permanece positiva, com o índice negociando acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, reforçando o viés altista.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (10/07) com queda de 0,09%, aos 5.137,5 pontos.
Apesar da leve baixa, o contrato reagiu na reta final do pregão e voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Ainda assim, considero que o viés de curto prazo permanece cauteloso. A perda do suporte em 5.133/5.125 pontos poderá intensificar a pressão vendedora, enquanto o rompimento da resistência em 5.139/5.154,5 pontos tende a favorecer uma recuperação em direção a níveis mais elevados.
No gráfico de 60 minutos, o ativo segue em consolidação entre as médias móveis, aguardando um rompimento que defina a próxima tendência.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão em alta de 1,13%, aos 329.700 pontos, registrando o segundo pregão consecutivo de valorização e dando continuidade ao movimento de recuperação iniciado após as recentes quedas.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo mantém o movimento de recuperação e voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, um sinal positivo para o curto prazo. Apesar dessa melhora, sigo avaliando que a estrutura principal ainda inspira cautela, já que a tendência de fundo permanece negativa. O IFR (14) em 47,22 continua em região neutra.
Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 319.860/303.860 pontos pode devolver força aos vendedores, abrindo espaço para quedas até 293.100/263.780, com alvo mais longo em 253.250/244.235 pontos.
Por outro lado, para que a recuperação se fortaleça, será necessário superar a faixa de 341.190/355.260 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 381.680/399.720, com projeções mais longas em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta segunda-feira (13).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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