O Ibovespa interrompeu a sequência de três baixas consecutivas e voltou a avançar na última sessão. O índice encerrou o pregão com alta de 1,22%, aos 172.742 pontos, após oscilar entre a mínima de 170.652 pontos e a máxima de 172.932 pontos. Apesar da recuperação, o movimento ainda ocorre dentro da correção iniciada após a máxima histórica de 199.354 pontos, o que exige atenção aos próximos pregões.
Pelo gráfico diário, observo que o índice voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando melhora no curto prazo. Ainda assim, considero essencial acompanhar se haverá continuidade do fluxo comprador ou se a recuperação perderá força e dará lugar à retomada da tendência corretiva. O IFR (14) está em 50,27, em região neutra, indicando espaço para movimentos em ambas as direções.
Para que o Ibovespa amplie a recuperação, será importante superar a faixa de resistência em 174.230/178.340 pontos, com projeções mais longas em 181.560/187.780 pontos.
Por outro lado, a perda dos suportes em 170.650/169.665/167.650 pontos poderá recolocar o índice sob pressão, abrindo espaço para testes em 164.780/161.745 pontos, com alvo mais longo em 157.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário também apresentou melhora. O índice encerrou o pregão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés positivo no curtíssimo prazo.
Para que o movimento de recuperação tenha continuidade, acompanho o rompimento da resistência em 172.935/173.545 pontos. Caso esse nível seja superado com aumento do fluxo comprador, os próximos objetivos passam a ser 174.895/176.030 pontos, com alvos mais longos em 177.160/178.200 pontos.
Por outro lado, se o índice perder a região de suporte em 171.150/170.070 pontos, poderá voltar a atrair pressão vendedora, com potencial para testar 169.665/167.650 pontos. A perda dessa faixa abriria espaço para um movimento mais amplo em direção aos 166.295/164.090 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (09/07) com forte alta de 1,58%, aos 175.490 pontos, interrompendo uma sequência de três pregões consecutivos de queda.
Na minha leitura, o mini-índice apresentou uma reação técnica consistente e voltou a negociar acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, sinalizando retomada do fluxo comprador. Para o pregão de hoje, considero decisiva a manutenção do suporte em 174.955/174.565 pontos, enquanto o rompimento da resistência em 175.795/176.270 pontos poderá abrir espaço para continuidade da recuperação.
No gráfico de 60 minutos, o cenário também melhorou, com o índice voltando a negociar acima das médias de 9, 21 e 200 períodos.

Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (09/07) com queda de 0,74%, aos 5.142 pontos, reforçando o viés negativo de curto prazo.
O movimento mantém a pressão vendedora no gráfico de 15 minutos, com o contrato negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para o pregão, considero decisiva a defesa do suporte em 5.136,5/5.119 pontos; se perdido, o fluxo vendedor tende a ganhar intensidade. Por outro lado, uma recuperação acima de 5.147/5.153,5 pontos pode abrir espaço para um repique técnico.
No gráfico de 60 minutos, o cenário também segue negativo, com o ativo abaixo das médias e dependente da entrada de fluxo comprador para reverter esse quadro.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão em alta de 0,84%, aos 326.020 pontos, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas e ensaiando uma recuperação no curto prazo.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo voltou a reagir após a recente pressão vendedora, mas ainda não há confirmação de reversão da tendência. O preço passou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, mostrando um cenário de indefinição no curto prazo. O IFR (14) em 44,71 permanece em região neutra.
Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 303.860/293.100 pontos pode recolocar a pressão vendedora em evidência, abrindo espaço para quedas até 263.780/253.250, com alvo mais longo em 244.235/237.050 pontos.
Por outro lado, para que a recuperação ganhe consistência, será necessário superar a faixa de 341.190/355.260 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 381.680/399.720, com projeções mais longas em 418.550/444.385 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta sexta-feira (10).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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