SÃO PAULO, 25 Jun (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) voltaram a ceder nesta manhã de quinta-feira após dados mostrarem o IPCA-15 desacelerando em junho, com a abertura dos números indicando melhora em diferentes métricas, enquanto os investidores aguardam pela entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Após cederem nas três sessões anteriores, às 10h23 desta quinta-feira a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,135%, em baixa de 19 pontos-base ante o ajuste de 14,32% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,135%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,21%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na abertura da sessão que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, desacelerando ante a alta de 0,62% em maio. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevação de 0,44% em junho.
A abertura do indicador também trouxe dados favoráveis. A taxa dos serviços subjacentes — que excluem itens mais voláteis — desacelerou de 0,53% em maio para 0,27% em junho, conforme o banco Bmg. Já a inflação dos serviços intensivos em mão de obra passou de 0,60% para 0,50% no período. A taxa dos serviços de modo geral foi de 0,48% para 0,40%.
Também houve melhora na média dos núcleos de inflação acompanhados pelo BC, com a taxa desacelerando de 0,48% em maio para 0,34% em junho, de acordo com o Bmg.
Em reação ao IPCA-15, as taxas dos DIs voltaram a ceder nesta manhã, com o mercado também à espera da entrevista de Galípolo, às 11h. Os investidores estarão atentos principalmente à abordagem do presidente do BC sobre a inflação.
Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada na terça-feira, a instituição passou indicações de que a taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano, não subirá no curto prazo e de que buscará atingir a meta de inflação de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028 — e não no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária. Para muitos analistas, o discurso do BC demonstra certa leniência com a inflação.
Antes da abertura do mercado o BC divulgou nesta quinta-feira seu Relatório de Política Monetária, elevando de 1,6% para 2,0% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, citando a aceleração da atividade, o mercado de trabalho resiliente e as medidas de estímulo do governo.
Em seu cenário de referência, que segue projeções de mercado para os juros, o BC projetou que a inflação seguirá em alta no segundo, no terceiro e no quarto trimestre deste ano, fechando 2026 em 5,2% — acima do teto de 4,5% da meta perseguida. Depois, conforme as projeções do BC, a inflação cairá gradualmente até 3,7% no fim de 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, chegando a 3,1% no fim de 2028, último período analisado.
O recuo das taxas dos DIs nesta manhã também é corroborado pelo exterior, onde os rendimentos dos Treasuries caem. Às 10h23, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 2 pontos-base, a 4,384%.
The post Taxas dos DIs caem após melhora em métricas de inflação do IPCA-15 appeared first on InfoMoney.


