O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta quinta-feira (25), com investidores digerindo novas projeções do Banco Central e dados de inflação, repercutindo ainda notícia de que o Brasil deve realizar a maior estreia em emissão de dívida denominada em iuanes por um país estrangeiro na China. Às 9h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto subia 0,29%, aos 174.950 pontos.
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,41% em junho de 2026, sobre alta de 0,62 por cento no mês anterior. Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,80%.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,44% no mês e de 4,82% em 12 meses.
O Banco Central elevou sua projeção de crescimento econômico em 2026 de 1,6% para 2,0% estimado em março, conforme Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, apontando que a atividade registrou aceleração e o mercado de trabalho manteve resiliência, citando também medidas de estímulo do governo.
Investidores agora aguardam coletiva de imprensa às 11h do presidente Gabriel Galípolo e do diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti.
O BC indicou nesta semana, na ata de sua última reunião de política monetária, que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da taxa Selic para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, um prazo mais longo do que o usual.
Enquanto isso, na China, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou da cerimônia de anúncio de emissão de “panda bonds” pelo Tesouro Nacional, e afirmou em entrevista à Reuters que o Brasil planeja levantar até 5 bilhões de iuanes (US$735 milhões) em sua primeira emissão de títulos em iuanes, tornando-se o quinto emissor soberano em 12 meses a entrar no mercado de dívida doméstico chinês.

Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quinta
Índices futuros dos EUA avançam após balanço da Micron

Dow Jones Futuro sobe com balanço da Micron e petróleo de volta aos níveis pré-guerra
Resultado acima do esperado da Micron reforça confiança no setor de inteligência artificial, enquanto queda do petróleo melhora o humor dos investidores
No exterior, os fortes resultados e projeções das gigantes de chips Micron e Qualcomm ajudavam a reacender a onda de alta das ações ligadas à IA, enquanto o mercado aguarda dados de inflação dos EUA.
Os dados do índice de preços PCE serão divulgados às 9h30, e devem mostrar alta de 0,5% em maio, com taxa anual de 4,1%. A projeção para o núcleo do índice é de avanço de 0,3% no mês, indo a 3,4% na base anual.
Se o indicador ficar em linha com as expectativas, isso poderá reforçar as apostas de que o Federal Reserve elevará os juros ainda este ano.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,12%, S&P Futuro avançava 0,62% e Nasdaq Futuro tinha alta de 2,06%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar à vista operava com alta de 0,27%, aos R$ 5,209 na venda.
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão sem direção única, em meio à melhora do apetite por risco nos mercados globais. Na Coreia do Sul, o índice Kospi liderou os ganhos da região, com alta de 5,42%, aos 8.930,30 pontos. No Japão, o Nikkei 225 também registrou forte avanço, subindo 4,61%, para 72.366,34 pontos.
Os preços do petróleo apagaram todos os ganhos obtidos durante a guerra, após o aumento do fluxo pelo Estreito de Ormuz em decorrência dos avanços nas negociações do acordo de paz entre os EUA e o Irã.
As cotações do minério de ferro na China voltaram a fechar em baixa.
(Com Reuters)
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