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Banco central do México mantém juro em 6,50% e sinaliza pausa mais longa

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Banco central do México mantém juro em 6,50% e sinaliza pausa mais longa

O banco central do México manteve sua taxa básica de juros estável e sinalizou que deve deixá-la em 6,50% por mais tempo, enquanto acompanha de perto a evolução da inflação e do crescimento econômico.

A autoridade monetária, conhecida como Banxico, preservou a taxa no menor nível em quatro anos nesta quinta-feira, em decisão esperada pelos 30 economistas consultados pela Bloomberg.

“À frente, a Junta de Governo estima que será apropriado manter a taxa de referência em seu nível atual”, escreveram os membros do colegiado em comunicado que acompanhou a decisão. A votação do conselho de cinco integrantes do Banxico foi unânime.

O comunicado descreveu o nível atual dos juros como “bem ajustado” para enfrentar eventuais desafios trazidos pelo ambiente macroeconômico. O Banxico também sinalizou que a fraqueza econômica deve continuar, com riscos relevantes para a atividade persistindo, embora sem especificar um horizonte de tempo.

“O sinal enviado pelo Banco do México é significativo, mesmo à luz dos dados mais recentes de inflação”, disse Adriana García, chefe de análise econômica do think tank México ¿Cómo Vamos?. Embora tenha se comprometido a manter a taxa básica estável, acrescentou ela, o Banxico também reconheceu riscos altistas para a inflação. “Se eles se concretizarem, o banco será forçado a agir.”

Embora a inflação cheia tenha arrefecido, a autoridade monetária tende a dar mais peso ao núcleo, que exclui os preços mais voláteis de energia e alimentos.

“O banco central ainda evita declarar vitória, especialmente porque a perspectiva para a inflação subjacente continua desafiadora”, afirmou Dan Pan, economista para as Américas do Standard Chartered Bank. Ela apontou a preocupação do banco com o crescimento econômico fraco, mas observou que, por ora, a instituição não parece disposta a alterar os juros em resposta às pressões maiores de preços.

O peso mexicano teve pouca variação após a decisão, embora tenha chegado a subir até 0,6% com a recuperação de pares de mercados emergentes. A moeda era negociada em torno de 17,50 pesos por dólar às 14h10 na Cidade do México.

Yazmín Matus, subdiretora de mercados de dívida da VALMEX Casa de Bolsa, alertou que a sinalização futura do Banxico de manter os custos de empréstimo estáveis “segue sujeita aos desdobramentos da política monetária dos EUA, que parece altamente dependente dos dados econômicos”.

Os formuladores de política, liderados pela presidente Victoria Rodríguez, vinham afrouxando a política monetária apesar das persistentes pressões inflacionárias, à medida que o investimento fraco e a incerteza comercial ainda pesam sobre o crescimento. O Produto Interno Bruto do México encolheu 0,6% no primeiro trimestre, e o Banxico reduziu sua projeção de crescimento para 2026 de 1,6% para 1,1%.

Depois de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião anterior, os formuladores de política destacaram em seguida que o ciclo de afrouxamento iniciado em março de 2024 havia terminado.

A inflação anual desacelerou mais do que o esperado no início de junho, para 3,55%, ainda acima da meta de 3%, com margem de um ponto percentual para cima ou para baixo, enquanto o núcleo ficou em 4,12%.

“Espera-se que o investimento continue apresentando desempenho fraco pelo menos até o segundo semestre de 2026, refletindo a incerteza predominante em torno da relação comercial com os Estados Unidos e da próxima revisão do USMCA”, segundo relatório do Banxico divulgado no mês passado.

© 2026 Bloomberg L.P.

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