O Ibovespa voltou a avançar e encerrou a última sessão em alta pela terceira vez consecutiva. O índice subiu 0,52%, aos 171.258 pontos, após oscilar entre a mínima de 168.495 pontos e a máxima de 171.720 pontos. Apesar da recuperação recente, sigo avaliando que o movimento ocorre dentro da correção após a máxima histórica em 199.354 pontos, o que exige atenção para a continuidade — ou não — desse repique.
Pelo gráfico diário, observo que o índice voltou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, uma região importante para definir os próximos movimentos. A reação das últimas sessões mostra uma melhora do fluxo comprador, mas ainda será necessário observar se haverá força suficiente para transformar essa recuperação em um movimento mais consistente. O IFR (14) em 44,19 permanece em região neutra.
Para que o Ibovespa consiga ampliar a recuperação, será necessária a superação das resistências em 171.925/174.230 pontos, seguida por 178.340 pontos e pela faixa entre 181.560 e 187.780 pontos.
Já pelo lado da baixa, a perda dos suportes em 170.000/167.650 pontos pode recolocar o índice em trajetória descendente, abrindo espaço para movimentos em direção a 164.780/161.745 pontos e, em um cenário mais negativo, aos 157.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o índice segue negociando acima das médias de 9 e 21 períodos, mantendo o viés positivo no curtíssimo prazo.
Para dar continuidade ao movimento de recuperação, será importante romper a faixa de resistência em 171.595/171.880 pontos. Caso isso aconteça, os próximos objetivos ficam em 173.775/174.895 pontos, com alvos mais longos em 176.030/177.160 pontos.
Por outro lado, uma perda da região de suporte em 170.880/168.870 pontos pode recolocar o índice sob pressão, favorecendo um movimento de realização em direção a 167.650/166.295 pontos. Abaixo desses níveis, os próximos suportes passam a ser 163.570/161.745 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (23/06) com alta de 0,76%, aos 174.800 pontos, registrando o segundo pregão consecutivo de valorização.
Na minha leitura, o mini-índice segue tentando ampliar a recuperação iniciada nas últimas sessões. O ativo voltou a fechar acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, sinalizando melhora do fluxo comprador no curtíssimo prazo. Para o pregão de hoje, considero importante acompanhar a região de suporte em 174.480/174.060 pontos e a resistência imediata em 174.940/175.330 pontos, cuja superação poderá abrir espaço para movimentos mais consistentes de alta.
No gráfico de 60 minutos, o índice também permanece acima das médias curtas, favorecendo a continuidade da recuperação.

Os contratos futuros de minidólar (WDON26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão (23/06) em alta de 0,74%, aos 5.192 pontos, recuperando parte das perdas recentes.
Após o fechamento positivo, o minidólar voltou a ganhar fôlego, embora ainda tenha encerrado a sessão abaixo das médias móveis no gráfico de 15 minutos. A primeira região de suporte está em 5.188/5.172,5 pontos, enquanto a resistência em 5.203,5/5.217,5 pontos será decisiva para avaliar a continuidade da recuperação.
No gráfico de 60 minutos, a leitura é mais construtiva. O contrato segue acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém espaço para novas altas, desde que as resistências mais próximas sejam rompidas.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão em queda de 1,13%, aos 325.500 pontos, devolvendo parte da recuperação recente e mantendo o ativo em um movimento mais lateral nas últimas sessões.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo continua inserido em uma estrutura de baixa, apesar da acomodação vista nos últimos pregões. O preço permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés vendedor no curto prazo e exige atenção aos próximos movimentos. O IFR (14) em 35,98 segue em região neutra, ainda distante de níveis de sobrecompra, mas indicando que o mercado continua fragilizado.
Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 307.240/289.980 pontos pode intensificar a pressão vendedora, abrindo espaço para quedas até 260.970/250.560, com alvo mais longo em 241.630/234.530 pontos.
Por outro lado, uma recuperação mais consistente dependerá da superação da faixa de 337.560/351.480 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 377.620/395.465, com projeções mais longas em 414.095/439.656 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (24).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
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