Últimas

Investidor amplia exposição global e impulsiona demanda por ativos no exterior

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Investidor amplia exposição global e impulsiona demanda por ativos no exterior

O investidor brasileiro vem ampliando a exposição a ativos internacionais, em um movimento que ganhou força nos últimos anos e passou a ocupar espaço mais relevante na composição das carteiras. O avanço do acesso a contas globais, plataformas digitais e fundos internacionais tem impulsionado a busca por diversificação, especialmente entre investidores de alta renda e private banking.

Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que os investimentos de pessoas físicas atingiram R$ 8,5 trilhões em 2025, alta de 15,5% em relação ao ano anterior. O crescimento mais forte ocorreu no segmento de alta renda, que avançou 21,2%. Segundo participantes do mercado, esse público também vem ampliando sua exposição a ativos globais.

Para Fernando Gabriades, sócio-diretor comercial da MAG Investimentos, a diversificação global deixou de ocupar um papel complementar e passou a integrar de forma estrutural as alocações dos investidores.

A mudança, diz o executivo, foi impulsionada por transformações no ambiente econômico, maior facilidade de acesso a mercados globais e pela busca por redução de concentração de risco em ativos domésticos.

“A volatilidade local reforça a importância de reduzir a concentração de risco em um único país. Ao diversificar internacionalmente, o investidor passa a ter exposição a diferentes ciclos econômicos, moedas e setores, o que contribui para uma carteira mais resiliente e menos dependente do cenário doméstico”, explica Gabriades.

Segundo ele, o avanço dessas plataformas reduziu barreiras operacionais e ajudou a democratizar o acesso aos investimentos internacionais.

“Há dez anos, investir lá fora era muito menos acessível. Hoje, o investidor consegue acessar produtos globais diretamente pelas contas globais nas plataformas digitais, o que ampliou muito esse mercado”, ressalta.

Na avaliação do executivo, o processo de internacionalização das carteiras tende a continuar avançando nos próximos anos. “O investidor está cada vez mais informado e entendendo a importância dessa diversificação global. É um movimento que veio para ficar”, diz.

MAG Investimentos

Nesse cenário, a MAG Investimentos conta com uma sociedade estratégica com a Aegon Asset Management, gestora global integrante de um dos maiores grupos internacionais de seguros, previdência e investimentos, para ampliar o acesso dos investidores brasileiros a estratégias globais. A joint venture entre os grupos começou em 2009, quando a Aegon adquiriu participação no grupo Mongeral, dando origem à marca MAG e consolidando uma atuação conjunta de longo prazo.

A Aegon tem mais de US$ 382 bilhões (R$ 1,9 trilhões) sob gestão, cerca de 350 profissionais de investimento e atuação em mercados da Europa, Américas e Ásia. A plataforma reúne estratégias em renda fixa, ações, real assets e multiativos.

A atuação conjunta combina a expertise global da Aegon Asset Management, com presença internacional e ampla experiência junto a investidores ao redor do mundo, com o conhecimento da MAG sobre o mercado brasileiro, relacionamento com investidores locais e capacidade de adaptação das soluções ao contexto doméstico.

O acesso às estratégias pode ocorrer por meio de fundos locais do tipo feeder — veículos que replicam estratégias internacionais — ou diretamente em plataformas offshore, por meio de contas globais.

“Hoje, abrir uma conta internacional é um processo simples e digital. O investidor consegue fazer câmbio, transferir recursos e acessar uma ampla gama de produtos globais em poucos passos”, afirma Gabriades.

De acordo com ele, os produtos mais demandados atualmente são estratégias de renda fixa global e crédito internacional, favorecidas pelo ambiente de juros elevados no exterior. Fundos de ações globais também seguem entre os destaques para investidores de longo prazo.

“No último ano, o destaque ficou para crédito global, que ofereceu uma combinação atrativa de yield e qualidade. Para frente, vemos oportunidades tanto em renda fixa global quanto em ações internacionais, especialmente em setores ligados à inovação e tecnologia”, salienta.

Apesar do crescimento, a exposição internacional do investidor brasileiro ainda representa uma parcela limitada das carteiras brasileiras quando comparada a mercados desenvolvidos. Historicamente concentradas em renda fixa doméstica, as alocações locais começam gradualmente a ampliar espaço para crédito global, ações internacionais e estratégias diversificadas.

Para Gabriades, a tendência é que esse movimento continue se consolidando. “Cada vez mais gestores globais querem acessar o investidor brasileiro. E o investidor percebeu a importância de ter uma parcela da carteira exposta ao exterior.”

The post Investidor amplia exposição global e impulsiona demanda por ativos no exterior appeared first on InfoMoney.

Investidor amplia exposição global e impulsiona demanda por ativos no exterior — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado