O Tesouro IPCA+ 2050 abriu nesta quinta-feira (21) a 7,11% ao ano, a um ponto-base da maior taxa registrada em 2026, em movimento que reflete a combinação de pressão externa dos Treasuries com a persistência do risco no Estreito de Ormuz. A máxima do ano foi de 7,12%, marcada em janeiro, ainda na sequência do chamado “Flávio Day” do fim do ano passado. Apesar da aproximação, o título opera bem abaixo das máximas de 2025, quando chegou a 7,47% em fevereiro.
O papel saiu de 7,06% na quarta-feira para 7,11% nesta manhã, alta de 5 pontos-base. O IPCA+ 2060 com juros semestrais subiu de 7,24% para 7,31%, e o IPCA+ 2045 com juros semestrais avançou de 7,37% para 7,42%. O IPCA+ 2040 foi de 7,33% para 7,38%, e o IPCA+ 2037 com juros semestrais subiu de 7,61% para 7,65%.
Nos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 foi de 13,94% na quarta para 14,01% nesta quinta. O Prefixado 2032 subiu de 14,23% para 14,29%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou de 14,31% para 14,37%.
O movimento retoma a tendência que havia sido interrompida brevemente na quarta-feira, quando os Treasuries recuaram após Trump afirmar que as negociações com o Irã estavam nas “etapas finais”. Os rendimentos dos títulos americanos de 30 anos chegaram a ceder mais de 6 pontos-base na quarta, com o petróleo caindo mais de 5% depois da declaração do presidente americano.
Nesta quinta, o alívio foi revertido: o petróleo voltou a subir depois de relatos de que o líder supremo do Irã emitiu uma diretiva para manter o urânio enriquecido dentro do país, reacendendo as dúvidas sobre o avanço do acordo.
Os rendimentos dos Treasuries retomaram a alta nesta quinta com o petróleo em alta, com o título de 10 anos subindo cerca de 5 pontos-base para 4,085%. A semana foi marcada por uma sequência de dados de inflação americana acima do esperado. O rendimento do Treasury de 30 anos chegou a 5,197% na terça, o maior nível desde julho de 2007, com a inflação ao consumidor nos EUA atingindo 3,8%, máxima desde maio de 2023, e o rendimento do título de 10 anos subindo para 4,687%, maior patamar desde janeiro de 2025.
No ambiente doméstico, as incertezas eleitorais após o caso envolvendo Daniel Vorcaro o senador Flávio Bolsonaro contribuem para manter o prêmio na curva. O Ibovespa futuro cai na sessão, com mensagens contraditórias de Trump sobre o Irã mantendo o apetite por risco contido. O dólar opera em leve alta, elemento que reforça a pressão sobre os títulos indexados à inflação de prazo mais longo.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h23 desta quinta-feira (21):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Reserva 2036 | SELIC | 01/01/2036 |
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,08% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 14,01% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 14,29% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 14,37% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,90% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,65% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,38% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,42% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 7,11% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,31% | 15/08/2060 |
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