O petróleo Brent voltou a ganhar força nas últimas semanas e reacendeu o otimismo para o setor de óleo e gás. A commodity rompeu uma importante linha de tendência de baixa que limitava os preços desde 2022, retomou negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e agora testa a região de resistência dos US$ 114,70/ US$ 119,50. O movimento reforça um cenário mais construtivo para o médio prazo, embora o forte avanço recente já aumente o risco de realizações e correções pontuais.
Na Bolsa brasileira, Petrobras (PETR4) acompanha esse ambiente mais favorável para o petróleo, mas ainda opera em uma estrutura mais lateralizada após renovar a máxima histórica em R$ 50,10. O papel segue negociando entre as médias móveis, mostrando equilíbrio entre compradores e vendedores, enquanto o mercado monitora os próximos rompimentos para definir a direção mais consistente do ativo.
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Análise técnica Petróleo Brent
No gráfico semanal, observo que o Brent mantém uma estrutura positiva após romper a linha de tendência de baixa iniciada em 2022. A commodity reagiu na região dos US$ 58,44 e voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o fluxo comprador no médio prazo.
Atualmente, o ativo testa a resistência em US$ 114,70, após forte valorização recente. Na minha leitura, o cenário segue construtivo enquanto o Brent permanecer acima dos suportes em US$ 100,00 e principalmente US$ 92,41.

Para continuidade da alta, será importante superar as resistências em US$ 114,70 e US$ 119,50. Acima dessas regiões, o petróleo pode buscar os próximos alvos em US$ 125,14, US$ 128,37 e posteriormente US$ 138,00.
Por outro lado, a perda dos suportes em US$ 100,00 e US$ 92,41 pode abrir espaço para uma correção mais ampla em direção a US$ 81,16, US$ 73,54 e novamente à faixa dos US$ 58,44.
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Análise técnica Petobras (PETR4)
No gráfico semanal, Petrobras segue em movimento mais lateralizado após renovar a máxima histórica em R$ 50,10. Desde então, o ativo alterna movimentos de realização e recuperação, sem ainda definir uma tendência mais forte no médio prazo.
Atualmente, PETR4 negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o cenário de consolidação. O IFR (14) em 60,53 pontos permanece em zona neutra, indicando espaço tanto para retomada da alta quanto para ampliação do movimento corretivo.

Na minha leitura, o principal ponto de atenção segue nos suportes em R$ 43,80 e R$ 41,26. Caso essas regiões sejam perdidas com aumento de volume, o fluxo vendedor pode ganhar força e abrir espaço para quedas em direção a R$ 34,63, R$ 32,15 e R$ 29,18.
Por outro lado, para retomar força compradora, será importante superar a máxima histórica em R$ 50,10. Acima dessa faixa, o ativo pode acelerar o movimento positivo e buscar os próximos alvos em R$ 53,45, R$ 55,00, R$ 57,75 e posteriormente R$ 62,55.
“Em resumo, sigo com uma leitura construtiva para o setor de petróleo no médio prazo, embora tanto o Brent quanto PETR4 já apresentem sinais de mercado mais esticado após as altas recentes.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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