O governo relançou o Novo Desenrola Brasil e, junto com o programa, o Ministério da Fazenda colocou no ar uma calculadora online para quem quer entender, na prática, quanto pode economizar ao renegociar dívidas pelo Desenrola Famílias.
A ferramenta não fecha contrato nem libera crédito, mas funciona como um “raio-x” prévio da renegociação: o simulador mostra valores estimados de desconto, juros, prazo, parcela e até o impacto do uso do FGTS antes de você sentar com o banco.
A seguir, o InfoMoney explica quem pode usar, como funciona e quais cuidados tomar para aproveitar bem o simulador.
Quem pode usar o simulador do Desenrola Famílias
A calculadora foi desenhada especialmente para o público do Desenrola Famílias – e tem critérios de elegibilidade. Para simular, é preciso:
- Ter renda mensal de até 5 salários mínimos;
- Hoje: R$ 8.105,00;
- Ter dívidas contratadas antes de 31 de janeiro de 2026;
- Ter dívidas em atraso há pelo menos 91 dias e no máximo 2 anos, considerando:
- A data de atraso é calculada com base em 3 de maio de 2026
- Ter dívidas de:
- Crédito pessoal não consignado
- Cartão de crédito
- Cheque especial
Se você não se enquadra nesses critérios, a simulação não refletirá as regras do programa – e os números perdem aderência à sua realidade.
Onde acessar e o que o simulador faz (e o que não faz)
O simulador está disponível no site do Ministério da Fazenda, na área do Novo Desenrola Brasil – Famílias. Ele permite estimar o desconto sobre a dívida, conforme:
- Tipo de crédito;
- Tempo de atraso;
- Descontos mínimos exigidos pelo programa.
E também simular:
- Novo valor da dívida renegociada;
- Juros estimados (dentro do teto do programa);
- Prazo de pagamento;
- Valor aproximado da parcela;
- Calcular o impacto do uso do FGTS na quitação ou amortização da dívida.
Vale ressaltar que o simulador não fecha nenhum tipo de contrato, tampouco considera tarifas e impostos específicos da sua operação ou substitui a proposta final do banco. Para ter acesso a condições definitivas da renegociação das suas dívidas, você tem que consultar a sua instituição financeira.
Passo a passo: como usar o simulador do Desenrola
O fluxo pode variar levemente conforme o layout, mas, em geral, você vai seguir um roteiro semelhante a este:
1. Reunir informações das suas dívidas
Antes de entrar no site, vale ter em mãos, separado por instituição, o tipo de dívida (cartão, cheque especial, crédito pessoal), o valor total em aberto em cada tipo, o tempo aproximado de atraso. Quanto mais precisos forem os dados, mais próxima a simulação ficará da oferta real.
2. Inserir os dados das dívidas, saldo no FGTS para uso no pagamento e condições preferidas
Você deverá preencher:
- Valor da dívida;
- Modalidade (aqui é o tipo de crédito, que pode ser cheque especial, cartão de crédito rotativo ou parcelado e crédito pessoal);
- Tempo de atraso (por faixa: ex.: Entre 91 e 120 dias; Entre 121 e 150 dias, etc.);
- Se você tem algum valor no FGTS que pode ser utilizado;
- Quantidade de parcelas da sua preferência (mínimo de 12 e máximo de 48).
Se você tiver mais de uma dívida na mesma instituição, você deve clicar em “Adicionar dívida”, para que a simulação fique mais fidedigna. Mas atenção: você não deve misturar dívidas em diferentes instituições na mesma simulação — neste caso, você deve fazer uma simulação para cada banco.
Com base nas informações preenchidas, o simulador aplica as regras do Novo Desenrola Famílias, e informa: o desconto possível (entre 30% e 90%, a depender do caso), valor da dívida com desconto e valor da parcela mensal.
Uso do FGTS
Um dos diferenciais desta versão do Desenrola é permitir o uso de parte do FGTS na renegociação. Vale lembrar que você pode usar o maior valor entre 20% do saldo total disponível no seu FGTS ou R$ 1.000,00.
A forma exata de uso (procedimento, prazos, autorização) dependerá do banco. O simulador só mostra o efeito financeiro dessa utilização.
Leia mais: Consulta do saldo do FGTS disponível para o Novo Desenrola começa em 25 de maio
3. Analisar o resultado da simulação
Ao final, a calculadora deve mostrar, em linhas gerais o valor da dívida original, o desconto estimado, o valor a renegociar após desconto, o prazo de pagamento preferido e valor estimado das parcelas.
Esses números servem como base de comparação para o cidadão — inclusive é possível gerar um pdf da simulação e salvá-lo ou imprimi-lo. Se o banco oferecer algo muito pior que a simulação, é um sinal de alerta. Se oferecer condições melhores, tanto melhor – a simulação terá servido como piso de negociação.
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