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Nubank (ROXO34): sazonalidade “cobra seu preço” e ações caem forte após 1º trimestre

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Nubank (ROXO34): sazonalidade “cobra seu preço” e ações caem forte após 1º trimestre

O banco digital Nubank (BDR: ROXO34) divulgou seus resultados na noite da última quinta-feira (15), levando a uma reação negativa do mercado. Às 12h35 (horário de Brasília), os papéis do Nubank negociados na Bolsa de Nova York caíam 6,92%, a US$ 12,04. Já os BDRs ROXO34 caíam 4,74%, a R$ 10,25.

O lucro líquido de primeiro trimestre ficou abaixo das expectativas do mercado, pressionado por provisões mais altas geradas por rápido crescimento no crédito, enquanto planeja um impulso cauteloso para os Estados Unidos em um momento em que as operações no México atingiram ponto de equilíbrio pela primeira vez.

O lucro líquido do Nubank subiu 41%, para US$ 871,4 milhões, embora tenha ficado abaixo da estimativa dos analistas compilada pela LSEG de US$980 milhões. A receita aumentou 42%, chegando a US$ 5,3 bilhões, superando as expectativas de US$ 4,5 bilhões.

Na visão da XP Investimentos, a qualidade de crédito reportada no 1T26 veio mais fraca, mas permanece estruturalmente sólida, na nossa visão. A inadimplência inicial aumentou cerca de 0,89 ponto percentual na base trimestral no consolidado, explicada principalmente por 0,61 ponto de sazonalidade histórica (1T costuma ser o trimestre mais fraco devido à menor renda disponível), 0,17 ponto de expansão deliberada de risco e cerca de 0,11 ponto de mudança de mix — com maior participação de crédito pessoal sem garantia e cartões frente a crédito com garantia.

A gestão destacou que nenhum segmento desse reflete deterioração real de qualidade de crédito.

Para a XP, apesar de uma leitura negativa de qualidade de crédito no 1T26, marcada por um aumento na inadimplência curta, provisões acima do esperado de US$ 1,72 bilhão (+20% na base trimestral; +17% versus a projeção da XP) e pressão na margem financeira ajustada ao risco (NIM, ou Margem de Juros Líquida, ajustada) de 9,5% (- 1 ponto percentual), vemos a dinâmica subjacente como amplamente explicada por fatores identificáveis, e não como indicativa de deterioração estrutural.

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A piora foi majoritariamente impulsionada por sazonalidade, crescimento e mix de crédito, com coortes performando em linha com as expectativas da gestão e sem sinais de enfraquecimento intrínseco do crédito.

Do lado positivo, o momentum de receitas segue forte, o crescimento e engajamento da base são robustos (135 milhões de clientes; cerca 83% ativos), levando a um ARPAC (Receita Média Mensal por Cliente Ativo) recorde (US$ 15,9).

Além disso, a curta duration média dos empréstimos preserva flexibilidade de underwriting, enquanto as pressões em Estágio 2 parecem majoritariamente mecânicas.

“Embora a magnitude do aumento do custo de crédito deva gerar uma reação negativa no curto prazo, especialmente diante da incerteza sobre a normalização do custo de risco (3,3–3,9%), não vemos o trimestre como um ponto de inflexão negativa. “Em vez disso, enxergamos uma assimetria ainda atrativa, sustentada por avenidas de crescimento, métricas operacionais resilientes e um valuation que já incorpora espaço para revisões de curto prazo, reforçando nossa convicção na tese”, aponta.

O Bradesco BBI aponta que o Nubank apresentou um trimestre consistente com a sazonalidade, especialmente em termos de receita, com forte expansão da margem financeira e das tarifas, enquanto as despesas operacionais também superaram as expectativas, resultando em um índice de eficiência melhor do que o previsto (ou seja, melhoria de 2,30 pontos percentuais em relação ao 1T25).

“A principal pressão sobre o desempenho veio de maiores provisões, pressionadas pela sazonalidade, crescimento e mix de produtos/serviços. Ainda assim, vemos espaço para uma leve revisão para baixo em nossas estimativas”, avalia.

Já para o BTG Pactual, o banco apresentou forte crescimento da carteira de crédito e elevada rentabilidade no trimestre, apesar do aumento relevante das provisões para perdas, principal foco das preocupações dos investidores.

O lucro líquido ficou abaixo das estimativas, enquanto o crescimento da carteira permaneceu em ritmo acelerado e a margem financeira foi beneficiada pelo maior crescimento em crédito pessoal sem garantia e cartões de crédito.

A administração destacou que o aumento das provisões estava alinhado às projeções internas e refletia dinâmica saudável do portfólio, com cobertura superior a 150% sobre a formação de inadimplência.

“O mercado local tem revisado positivamente as estimativas de lucro líquido da companhia, principalmente para 2027, enquanto investidores estrangeiros seguem mais céticos quanto à deterioração da qualidade dos ativos. A expansão internacional continua sendo apontada como um dos principais pilares da tese de investimento de longo prazo”, avalia o BTG.

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