A SPX Capital, uma das maiores gestoras de recursos independentes do país, com mais de R$ 50 bilhões sob gestão, anunciou uma reestruturação na semana passada de sua área de fundos multimercados com a saída de dois sócios, o fechamento do escritório em Londres e mudanças na estrutura de gestão dessa estratégia.
Com isso, Rogério Xavier, um dos fundadores da SPX, ao lado de Bruno Pandolfi e Daniel Schneider, reduzirá seu perfil de gestor-trader: ele sai do dia a dia da gestão dos fundos multimercados da casa, que vão para as mãos de Pandolfi, que já era o principal tomador de risco desses produtos.
Na nova fase, Xavier, que também muda de endereço de Londres para Cascais, em Portugal, passa a se concentrar na análise do cenário macro, identificando eventuais riscos menos prováveis no mercado. “Eu vou focar mais nos ‘cases’, nos temas, no ‘low frequency’, e o Bruno no ‘high Frequency’”, explicou o gestor ao InfoMoney.
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Um desses temas, diz, são os os problemas no crédito privado dos Estados Unidos: “Vou acompanhar e, caso ele se torne um risco real para o mercado, coloco esse risco no fundo e aviso a equipe de ‘high frequency’.”
“Com o Bruno e equipe tocando essa parte, posso focar em trabalhar nesse low frequency de médio/longo prazo, com muito uso de inteligência artificial”, acrescentou, afirmando também que está empolgado com a nova estrutura.
Na reestruturação, estão deixando a SPX os sócios Marcelo Castro, que era membro do conselho de administração e chefe da área de multi-asset, e Marcella Libardoni, chefe de análise de juros dos países do G10 em Londres. Castro deixa a empresa com sua equipe.
Juntamente com o fechamento do escritório de Londres, a SPX vai mudar para um escritório menor em Nova York. Mas manterá os de Cascais, Singapura, São Paulo e Rio de Janeiro, que vão continuar com as estratégias globais da gestora.
A reestruturação da SPX ocorre depois de um período ruim para as gestoras de fundos multimercados diante das perdas provocadas pelas fortes oscilações dos mercados globais após o início da guerra no Oriente Médio. No ano, os fundos multimercados da categoria Macro registram resgate líquido de R$ 4,5 bilhões até dia 6 de maio e, em 12 mees, de R$ 14,9 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
As maiores perdas ocorreram em março, mas, em abril, vários fundos conseguiram recuperar parte do prejuízo, acumulando rentabilidade média de 3,57% no ano e, em 12 meses, de 12,67%, também até 6 de maio.
O principal fundo multimercado macro da gestora, o SPX Nimitz Master, acumulava perda de 0,20% no ano até abril e ganho de 10,49% em 12 meses. Com patrimônio de R$ 4,9 bilhões, o Nimitz registrava resgates de R$ 689 milhões no ano até abril.
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