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4 investimentos para olhar enquanto a tensão geopolítica não cessa, segundo a XP

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

Com a guerra no Irã sem solução à vista e o petróleo pressionando os preços no Brasil e no mundo, a XP Investimentos decidiu manter a composição das carteiras recomendadas para o período.

A corretora avalia que, num momento de tamanha incerteza, tentar adivinhar o melhor momento para se mexer nos investimentos pode sair caro, e que o mais prudente é manter a diversificação e aproveitar os retornos que já estão disponíveis.

Confira o que a XP recomenda para cada tipo de aplicação:

1. Pós-fixado: a base segura da carteira

Os investimentos atrelados à taxa Selic, como o Tesouro Selic e muitos CDBs, seguem como principal pilar das carteiras. Mesmo com os juros já em queda, o retorno ainda é considerado atrativo e, ao mesmo tempo, o risco é baixo. Para quem quer crédito privado nessa categoria, a XP recomenda cautela na escolha: focar em empresas sólidas e evitar emissores com situação financeira mais fragilizada.

2. Prefixado: aposta nos juros mais baixos lá na frente

É a única categoria em que a XP recomenda investir mais do que o normal. A lógica é que as taxas prefixadas atuais já embutem boa parte dos riscos do conflito no Oriente Médio e do cenário fiscal brasileiro, o que cria uma oportunidade para quem acredita que os juros vão cair no futuro. A sugestão é focar em papéis com vencimento em torno de quatro anos, como o Tesouro Prefixado. Vale lembrar que essa aposta pode oscilar bastante no curto prazo.

3. Títulos atrelados à inflação: proteção para o poder de compra

Com o petróleo empurrando os preços para cima, os títulos ligados ao IPCA, como o Tesouro IPCA+, seguem sendo vistos como estratégicos para proteger o patrimônio no médio e longo prazo. A XP mantém posição neutra na classe e sugere papéis com vencimento em torno de seis anos. No crédito privado IPCA+, a recomendação é mais conservadora, especialmente em setores com mais dívidas, como agronegócio e saneamento.

4. Fundos imobiliários: bom momento para quem quer renda

Os FIIs se destacam por não depender muito do que acontece lá fora, o que os torna menos vulneráveis à turbulência geopolítica. A XP recomenda uma fatia acima do normal nessa classe. Os fundos de papel, que investem em títulos de crédito imobiliário e se beneficiam dos juros altos, são o destaque. Já os fundos de tijolo, ligados a imóveis físicos como galpões e shoppings, têm desempenho mais variado dependendo do rumo das taxas de juros.

Para ter atenção: multimercados e bolsa

Os fundos multimercados, que misturam diferentes tipos de ativos, cumprem o papel de proteger a carteira em momentos de turbulência e não de gerar os maiores retornos. A XP recomenda uma fatia em linha com o que seria considerado padrão para o perfil de cada investidor. A preferência é por fundos com estratégias macro e long/short, que costumam se sair melhor em períodos de maior oscilação nos mercados.

A bolsa local permanece em posição neutra. O Ibovespa sobe 16,3% no ano, mas a XP alerta que a inflação ainda alta e a perspectiva de juros elevados por mais tempo limitam o potencial de ganho no curto prazo. Para quem pensa no médio prazo, a corretora vê oportunidade em empresas de qualidade, com pouca dívida e resultados mais previsíveis.

Lá fora, o S&P 500 bateu novo recorde histórico em abril, acima dos 7 mil pontos, impulsionado pelas empresas de tecnologia e pelos bons resultados do primeiro trimestre. A XP reconhece que os fundamentos seguem sólidos, mas adverte que o preço das ações já subiu muito e rápido demais, o que reduz o espaço para novas altas no curto prazo e pede atenção redobrada aos riscos.

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