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PRIO, Brava e Petrobras caem até 5% com petróleo após sinal de acordo EUA-Irã

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
PRIO, Brava e Petrobras caem até 5% com petróleo após sinal de acordo EUA-Irã

As ações das petroleiras brasileiras operam em forte queda nesta quarta-feira (6), acompanhando o movimento do petróleo no mercado internacional, em meio a relatos de um acordo preliminar para encerrar o conflito entre EUA e Irã.

A maior baixa percentual era de PRIO (PRIO3, R$ 65,50, -5,54%), sendo seguida por Petrobras (PETR3, R$ 51,36, -4,07%; PETR4, R$ 46,85, -3,72%), Brava (BRAV3, R$ 18,16, -1,73%) e PetroRecôncavo (RECV3, R$ 12,70, -1,55%).

Os contratos futuros do petróleo Brent caíam 7%, para US$ 102,18 o barril às 9h08 (horário de Brasília), após atingirem sua mínima em quase duas semanas. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuava 7,79%, para US$ 94,30.

Ambos os índices de referência estavam a caminho de suas maiores quedas diárias, tanto em termos percentuais quanto absolutos, desde meados de abril, tendo recuado cerca de 4% na sessão anterior.

Estados Unidos e Irã estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar a guerra no Golfo, disse uma fonte do Paquistão, mediador das negociações, familiarizada com as mesmas.

A fonte paquistanesa afirmou que uma reportagem anterior do veículo de mídia norte-americano Axios sobre o memorando proposto é precisa. A reportagem do Axios citou duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes familiarizadas com as discussões. “Vamos fechar isso muito em breve. Estamos chegando perto”, declarou a fonte paquistanesa.

O site Axios noticiou que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando de uma página para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz.

Segundo a reportagem do Axios, os EUA esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas. O Departamento de Estado norte-americano e a Casa Branca não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Na avaliação do Bradesco BBI, um eventual acordo de paz deve levar à reabertura gradual do Estreito de Ormuz, o que reduziria o prêmio de risco geopolítico embutido no petróleo nas últimas semanas.

Ainda assim, o BBI pondera que os impactos da guerra não desaparecem imediatamente. O conflito provocou interrupções relevantes na oferta, forte consumo de estoques globais e uma disparada nos custos de frete para o Oriente Médio, fatores que podem persistir parcialmente.

Com isso, mesmo em um cenário de descompressão geopolítica, o banco entende que os preços do petróleo podem seguir em patamares acima dos níveis pré-conflito ao longo do restante do ano.

Os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram pela terceira semana consecutiva, enquanto os estoques de gasolina e destilados também diminuíram, disseram fontes de mercado na terça-feira, citando dados do Instituto Americano de Petróleo.

Ainda em destaque, PRIO soltou resultado, tendo como destaque o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de US$ 878 milhões no 1T26, avanço de 157% em relação ao trimestre anterior e de 91% no comparativo anual, ficando 3% acima das estimativas do Bradesco BBI e 26% acima do consenso.

Segundo o BBI, o crescimento expressivo do Ebitda foi o principal destaque do trimestre, ainda que parcialmente neutralizado pelo consumo de capital de giro, que eliminou um potencial FCFE (fluxo de caixa livre ao acionista) positivo estimado em cerca de US$ 400 milhões (rendimento de aproximadamente 4%).

“Avaliamos, contudo, que as perspectivas para o FCFE no 2T26 são razoavelmente positivas, sustentadas por preços de petróleo ainda elevados, reversão esperada do consumo de capital de giro observado no 1T26 e redução relevante do capex com a conclusão do projeto Wahoo, apesar do impacto negativo dos impostos de exportação”, apontou. Contudo, a recomendação para os papéis seguiu neutra, diante de potencial de valorização limitado sob nossa curva atual de preços do petróleo e riscos relevantes de correção em um cenário de reversão no ambiente geopolítico.

Como a guerra no Irã afetou o mercado
AtivoPreço 27/02Preço 06/05Variação (%)
Petróleo WTI (US$)67,0293,5439,57%
Petróleo Brent (US$)72,48101,2939,75%
Ibovespa (pontos)188.787186.754-1,08%
PETR4 (R$)39,3348,6623,72%
S&P 500 (pontos)6.878,887.259,225,53%
Última atualização: 06/05/2026 09:08

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