O governo federal já trabalha em uma nova expansão do Desenrola Brasil. Após lançar a etapa voltada à renegociação de dívidas em atraso, o Ministério da Fazenda prepara agora uma fase direcionada a consumidores adimplentes, mas que enfrentam juros elevados em modalidades de crédito.
A sinalização foi feita nesta quarta-feira (6) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, a nova rodada do programa deve ser anunciada entre o fim de maio e o início de junho e terá foco especial em trabalhadores informais.
A estratégia marca uma mudança de abordagem em relação ao desenho atual do Desenrola 2.0. Enquanto a etapa em vigor mira pessoas negativadas, a próxima fase pretende alcançar brasileiros que conseguem manter pagamentos em dia, mas seguem pressionados pelo custo elevado do crédito.

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Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, do CanalGov, Durigan afirmou que a intenção do governo é ampliar o acesso a linhas mais baratas de financiamento e reduzir o peso dos juros sobre o orçamento das famílias.
A nova frente surge em meio ao lançamento operacional da atual etapa do programa. Publicadas nesta terça-feira (5), as regras do Desenrola 2.0 permitem renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalentes a R$ 8.105.
O programa contempla débitos de até R$ 15 mil contratados até 31 de janeiro deste ano e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos. As renegociações terão juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que variam entre 30% e 90%, dependendo do tipo da dívida e do período de inadimplência.
O modelo também autoriza o uso do saque extraordinário do FGTS para amortização ou quitação das pendências renegociadas. O mecanismo integra a estratégia do governo para ampliar as garantias aos bancos e estimular adesão das instituições financeiras.
Nos bastidores, bancos relataram dificuldades operacionais nas primeiras horas do programa. Instituições financeiras afirmavam aguardar liberações relacionadas às garantias do Fundo Garantidor de Operações (FGO), responsável por cobrir parte das perdas em caso de calote. Segundo o Ministério da Fazenda, o sistema foi liberado ainda na noite de terça-feira.
A expectativa do setor financeiro é que as operações sejam normalizadas ao longo desta semana. Enquanto isso, bancos começaram a abrir pré-cadastros para clientes interessados em renegociar débitos e passaram a oferecer campanhas próprias para consumidores fora das regras do programa federal.
Além das linhas voltadas às famílias, o novo Desenrola também inclui frentes específicas para contratos do Fies, micro e pequenas empresas e produtores rurais da agricultura familiar.
O governo aposta na ampliação do programa como ferramenta para reduzir os níveis históricos de inadimplência e tentar destravar o consumo em um ambiente ainda marcado por juros elevados e comprometimento recorde da renda das famílias.
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