O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) a nova etapa do Desenrola Brasil com foco em reduzir o endividamento das famílias e impor novas obrigações às instituições financeiras participantes. A estratégia do governo é atacar diretamente as dívidas com maior custo financeiro e maior incidência de inadimplência.
Entre os débitos elegíveis para renegociação estão os saldos de cartão de crédito, incluindo o rotativo, e o cheque especial. Essas duas linhas concentram algumas das taxas mais elevadas do mercado e são responsáveis por parte relevante do endividamento de curto prazo.

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O programa também contempla o crédito pessoal, como operações de CDC e parcelamentos, que costumam ser contratados sem garantia e, por isso, apresentam juros mais altos. A inclusão dessas modalidades amplia o alcance do Desenrola para além das dívidas emergenciais, atingindo compromissos financeiros mais estruturados.
Outra frente é o financiamento estudantil. O governo sinalizou que contratos do Fies poderão entrar na renegociação, o que adiciona um volume expressivo ao programa. O estoque dessa carteira supera R$ 120 bilhões, com alta taxa de inadimplência.
A escolha dessas linhas reflete o diagnóstico de que a inadimplência está concentrada em produtos de maior custo. Ao permitir a renegociação com juros limitados e descontos relevantes, o Desenrola 2.0 busca reduzir o peso dessas dívidas e melhorar a capacidade de pagamento das famílias.
A expectativa do governo é que a combinação entre redução de encargos e alongamento de prazos permita não apenas regularizar débitos em atraso, mas também diminuir o risco de reincidência na inadimplência.
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