Ibovespa hoje
- Mercados digerem cautela do BC; aversão ao risco predomina no exterior.
- Mesmo com corte na Selic, mercado ainda ficará de olho em inflação e conflito no Irã.
- Estrategista-chefe da RB: rejeição de indicação de Lula ao STF pode ajudar ativos.
- Day trade hoje: confira o que esperar de mini dólar e mini-índice.
Confira as últimas dos mercados
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Banco da Inglaterra mantém juros e avalia riscos da guerra do Irã para a inflação
O Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros nesta quinta-feira e definiu cenários para o impacto econômico da guerra no Irã, um dos quais poderia exigir um aumento “vigoroso” nos custos dos empréstimos. Os nove membros do Comitê de Política Monetária votaram por 8 a 1 para manter a taxa básica de juros em 3,75%, com apenas o economista-chefe Huw Pill buscando um aumento para 4,0% agora, em linha com as expectativas de uma pesquisa da Reuters com economistas. Um dia após o Federal Reserve ter mantido os juros nos Estados Unidos e pouco da decisão do Banco Central Europeu, o comitê disse que continuará a monitorar de perto a situação no Oriente Médio. Embora haja o risco de “efeitos secundários relevantes” decorrentes do choque nos preços da energia – como demandas por salários mais altos ou aumento de preços pelas empresas em vez de absorção dos custos mais altos – o mercado de trabalho está enfraquecendo e um aumento nos custos de empréstimos do mercado financeiro ajudaria a limitar a inflação, disse o comitê.
Economia da zona do euro cresce 0,1% no primeiro trimestre
A economia da zona do euro registrou crescimento fraco no primeiro trimestre, segundo uma estimativa preliminar divulgada nesta quinta-feira, oferecendo o primeiro retrato da atividade desde a eclosão do conflito com o Irã. A zona do euro, importadora de energia, é considerada particularmente vulnerável entre as economias avançadas às interrupções nos embarques de petróleo, gás e outros produtos pelo Estreito de Ormuz, que começaram no final de fevereiro. A Eurostat informou que o Produto Interno Bruto do bloco monetário de 21 países cresceu 0,1% nos três meses até março em relação ao trimestre anterior , de acordo com uma leitura preliminar, ficando abaixo das previsões dos economistas e do ritmo registrado no trimestre anterior, ambos de 0,2%. Uma série de pesquisas nesta semana aponta para uma nova desaceleração da atividade, com a confiança empresarial enfraquecendo, os serviços se deteriorando, os lucros caindo e as exportações ainda afetadas pelas tarifas, enquanto os bancos sinalizam condições de crédito mais restritivas. (Reuters)
Inflação da zona do euro acelerou em abril e eleva pressão sobre o BCE para aumentar os juros
A inflação da zona do euro subiu ainda mais acima da meta de 2% do Banco Central Europeu em abril, aumentando a pressão sobre o banco para aumentar as taxas de juros, mesmo que o crescimento econômico benigno e os dados de preços subjacentes diminuam a urgência de qualquer movimento. Reunido no momento em que uma série de dados importantes foi publicada, é provável que o BCE ainda mantenha as taxas de juros nesta quinta-feira, mas os números da inflação aumentam os argumentos para que o banco pelo menos sinalize que uma alta nos juros – talvez já em junho – pode ser necessária para combater um aumento nos preços ao consumidor impulsionado pela energia. A inflação saltou para 3,0% em abril, de 2,6% no mês anterior, e espera-se um novo aumento, já que os preços do petróleo atingiram na quinta-feira o maior valor em quatro anos, de US$124, devido às consequências da guerra com o Irã. No entanto, os números não indicam que a inflação elevada de energia esteja se infiltrando na economia como um todo, gerando um impacto de segunda ordem que pode desencadear uma espiral de inflação autossustentável.
Irani (RANI3) registra queda no lucro de quase 70% no 1º tri
O grupo Irani disse na manhã de quinta-feira que o seu lucro líquido para o primeiro trimestre foi R$19,4 milhões, um recuo de mais de 68% em relação ao mesmo período no ano anterior. De acordo com comunicado enviado ao mercado, o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 17,1% para R$113,5 milhões. A receita líquida foi de R$409,8 milhões no trimestre, refletindo queda de 3,1% ano a ano. O grupo propôs a distribuição de 25% do lucro líquido em dividendos, o que corresponde a R$0,022431061 por ação.
Barris de petróleo viram para quedas e minério de ferro sobe 1%
Apoós subirem forte no início do dia, os barris de petróleo agora recuam, após um relatório indicar que militares dos EUA informariam o presidente Donald Trump sobre uma possível ação contra o Irã, aumentando as preocupações de que um conflito armado possa ser retomado e reforçando o bloqueio americano às exportações iranianas. As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com dados otimistas sobre a atividade industrial na China elevando as perspectivas de demanda na segunda maior economia do mundo.
- Petróleo WTI, -0,22%, a US$ 106,64 o barril
- Petróleo Brent, -1,53%, a US$ 116,23 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,60%, a 796 iuanes (US$ 116,40)
Bolsas da Ásia fecham dia de forma mista
As bolsas da Ásia encerraram o dia de forma mista. As ações chinesas de tecnologia saltaram nesta quinta-feira, ajudando os principais índices a registrarem seu melhor mês desde agosto, enquanto as ações de Hong Kong caíram depois que o Federal Reserve sinalizou preocupações com o aumento da inflação. A atividade das fábricas chinesas expandiu-se pelo segundo mês consecutivo em abril, devido à produção mais firme e à atividade de estocagem, segundo uma pesquisa oficial, sugerindo que a dinâmica do crescimento se manteve apesar dos impactos externos decorrentes da guerra no Oriente Médio. Os mercados financeiros da China continental estarão fechados para o feriado do Dia do Trabalho a partir de sexta-feira, e as negociações serão retomadas na próxima quarta-feira. Os mercados de Hong Kong estarão fechados apenas na sexta-feira para o feriado.
- Shanghai SE (China), +0,11%
- Nikkei (Japão): -1,06%
- Hang Seng Index (Hong Kong): -1,28%
- Nifty 50 (Índia): -0,60%
- ASX 200 (Austrália): -0,24%
Bolsas da Europa operam de forma mista
Os mercados europeus operam de forma mista, enquanto os investidores analisam os últimos relatórios sobre a guerra no Irã e acompanham uma série de resultados corporativos e decisões de bancos centrais. O Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra divulgarão suas decisões de política monetária hoje.
- STOXX 600: +0,35%
- DAX (Alemanha): +0,28%
- FTSE 100 (Reino Unido): +1,00%
- CAC 40 (França): -0,59%
- FTSE MIB (Itália): -0,30%
EUA: índices futuros avançam juntos após balanços
Os índices futuros dos EUA operam com ganhos nesta quinta-feira (30), em meio à combinação entre a disparada do petróleo e a repercussão dos balanços das principais empresas de tecnologia, que reforçaram o otimismo com a continuidade da demanda por inteligência artificial. As ações da Alphabet, controladora do Google, dispararam 7% no pregão estendido após superarem as expectativas. Microsoft e Amazon também tiveram um bom desempenho, mas a Meta Platforms, dona do Instagram, decepcionou devido a preocupações com seus investimentos em inteligência artificial. Todas as atenções agora estão voltadas para o resultado da Apple. O petróleo Brent chegou a superar os US$ 126 por barril, renovando a máxima em quatro anos, antes de reduzir os ganhos e ser negociado a US$ 121,84. O movimento ocorre após reportagem da Axios indicar que o presidente Donald Trump avalia novas opções militares, elevando os temores de uma escalada nas tensões geopolíticas.
- Dow Jones Futuro: +0,76%
- S&P 500 Futuro: +0,21%
- Nasdaq Futuro: +0,27%
Banco da Inglaterra mantém taxa de juros em 3,75%
Abertura de mercados
Investidores nacionais devem reagir nesta quinta-feira às menções do Banco Central sobre a possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” dos juros, enquanto no exterior o dia era de renovada aversão ao risco. Na véspera, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano, e argumentou que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta. O dia terá ainda a divulgação dos dados de resultado primário de março pelo BC e da taxa de desemprego no trimestre até março pelo IBGE. As empresas também ficam no radar, com teleconferências de resultados de Motiva (MOTV3), WEG (WEGE3) e Suzano (SUZB3). Na cena política, o governo Lula sofreu uma derrota histórica com a rejeição pelo plenário do Senado na noite de quarta-feira da indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União (AGU), para ocupar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). (Reuters)
Principais índices em Nova York terminaram sessão de ontem de forma mista e sem força
Investidores em Wall Street operaram com cautela, observando o Federal Reserve manter a taxa de juros, com uma entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell, em sua última decisão no cargo, acrescentando pouco. Além disso, os investidores estão de olho nos balanços das big techs, que saem entre hoje e amanhã. “Embora se espere que as grandes empresas de tecnologia superem as expectativas de lucro, o foco do mercado está totalmente voltado para as projeções futuras, tanto em relação às trajetórias de crescimento quanto ao ritmo dos investimentos”, disse à CNBC Chris Brigati, diretor de investimentos da SWBC. “Cada empresa enfrenta sua própria dinâmica, mas a entrega de resultados tangíveis a partir de investimentos elevados continua sendo o teste crucial”.
| Dia (%) | Pontos | |
| Dow Jones | -0,57 | 48.861,68 |
| S&P 500 | -0,04 | 7.136,11 |
| Nasdaq | 0,04 | 24.673,24 |
DIs: juros futuros terminaram ontem com altas por toda a curva
| Taxa (%) | Variação (pp) | |
| DI1F27 | 14,205 | 0,090 |
| DI1F28 | 13,950 | 0,225 |
| DI1F29 | 13,845 | 0,265 |
| DI1F31 | 13,835 | 0,250 |
| DI1F32 | 13,860 | 0,245 |
| DI1F33 | 13,875 | 0,245 |
| DI1F34 | 13,870 | 0,250 |
| DI1F35 | 13,840 | 0,220 |
Dólar comercial fecha com alta de 0,40%, valendo R$ 5,001
O dólar comercial volta a subir diante do real, após três quedas seguidas. O movimento vai na mesma direção da divisa norte-americana no resto do planeta, que na comparação com as principais moedas do mundo fez o índice DXY ficar com mais 0,31%, aos 98,94 pontos.
- Venda: R$ 5,001
- Compra: R$ 5,001
- Mínima: R$ 4,979
- Máxima: R$ 5,013
Maiores baixas, altas e mais negociadas de ontem
Maiores baixas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| WEGE3 | -6,75 | 44,10 |
| VALE3 | -5,87 | 79,44 |
| MGLU3 | -5,39 | 8,08 |
| COGN3 | -5,19 | 2,74 |
| BRAP4 | -4,64 | 22,61 |
Maiores altas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| BRKM5 | 5,55 | 8,94 |
| HYPE3 | 3,27 | 22,73 |
| PETR3 | 3,16 | 54,47 |
| PRIO3 | 3,07 | 66,38 |
| PETR4 | 3,03 | 48,96 |
Mais negociadas
| Negócios | Dia (%) | |
| VALE3 | 74.699 | -5,87 |
| PETR4 | 59.538 | 3,03 |
| WEGE3 | 48.494 | -6,75 |
| BBAS3 | 41.497 | -3,68 |
| B3SA3 | 37.088 | -3,51 |
Ibovespa terminou ontem com baixa de 2,05%, aos 184.750,42 pontos
- Máxima: 188.709,96
- Mínima: 184.504,18
- Diferença para a abertura: -3.868,27 pontos
- Volume: R$ 28,90 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (27): -0,61%
- Terça-feira (28): -0,51%
- Quarta-feira (29): -2,05%
- Semana: -3,14%
- Abril: -1,45%
- 2T26: -1,45%
- 2026: +14,66%
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