O UBS BB avalia como ligeiramente positiva para os grandes bancos a adoção de um limite para as taxas de juros do crédito consignado privado, após uma resolução estabelecer um teto flutuante para a operação.
Segundo o banco, Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11), Banco do Brasil (BBAS3) e Caixa Econômica Federal não devem ser impactadas de forma relevante, já que cobram taxas inferiores à média do sistema mais o desvio padrão (cerca de 3,9% contra 5,0% do sistema).

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Para players como Inter (BDR: INBR32) e Nu Holdings (BDR: ROXO34), as taxas também estão abaixo da média, o que sugere impacto neutro. Por outro lado, a nova regra pode tornar inviável a concessão de crédito para clientes de maior risco, que demandam juros mais elevados, reduzindo o mercado potencial do produto.
Além disso, o fato do governo definir o teto por meio de um fator multiplicador pode gerar incertezas sobre a rentabilidade no longo prazo. Para seguradoras, a limitação do custo total da operação (APR) pode dificultar a oferta de seguros prestamistas mais caros, especialmente em operações de maior prazo.
Incertezas
Analistas destacam que ainda não está claro se esse limite valerá para todo o mercado ou apenas para operações originadas por meio da plataforma do governo (CTPS). O teto será calculado trimestralmente e não poderá ultrapassar a taxa média ponderada do sistema acrescida de um desvio padrão, ajustado por um fator multiplicador definido pelo governo federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego.
Além disso, foi estabelecido que o custo total da operação não poderá exceder em mais de 100 pontos-base a taxa de juros mensal do empréstimo. O APR poderá considerar apenas juros, multas por atraso, tributos e seguro prestamista.
O UBS BB destaca que as instituições sob sua cobertura já praticam taxas abaixo da média mais um desvio padrão (cerca de 5,0% em abril de 2026), sem considerar ainda o fator multiplicador, que não foi divulgado.
Relevância do consignado privado
O novo modelo de consignado privado foi lançado em março de 2025 e já registra originações mensais entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões, ante R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões no modelo anterior.
Segundo o UBS, o formato é positivo para as instituições financeiras, por combinar boa rentabilidade com potencial de expansão, ao mesmo tempo em que reduz o custo do crédito para parte dos clientes. Até então, não havia um teto formal para esse tipo de operação.
Por fim, o UBS mantém recomendação de compra para Nu Holdings, Bradesco, Santander Brasil e Inter, enquanto adota recomendação neutra para Itaú Unibanco e BTG Pactual.
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