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PRIO, Petrobras e Brava desabam até 6% seguindo petróleo após abertura de Ormuz

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
PRIO, Petrobras e Brava desabam até 6% seguindo petróleo após abertura de Ormuz

As ações das petroleiras fecharam em queda livre após o anúncio de abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. No início do pregão desta sexta-feira (17), o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz está “completamente aberto” para o tráfego comercial. O movimento sinaliza uma possível chance para o fim da guerra com os EUA e Israel, que provocou uma disparada nos preços da energia.

A maior queda percentual foi de Brava (BRAV3, R$ 19,55, -6,28%), sendo seguida por Petrobras (PETR3, R$ 50,81, -5,31%; PETR4, R$ 46,22, -4,86%), PetroRecôncavo (RECV3, R$ 13,02, -4,12%) e PRIO (PRIO3, R$ 61,66, -4,03%).

 Os preços do petróleo caíram cerca de 9% nesta sexta-feira, depois que o Irã disse que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz estava aberta durante o período restante do cessar-fogo e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã concordou em nunca mais fechar o estreito.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$9,01, ou 9,07%, a US$90,38 por barril, depois de atingir uma mínima da sessão de US$86,09. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate  dos Estados Unidos fecharam em queda de US$10,48, ou 11,45%, a US$83,85 por barril, depois de registrar uma mínima de US$80,56.

Ambos os contratos registraram suas maiores quedas diárias desde 8 de abril.

Todos os navios podem navegar pelo Estreito de Ormuz, mas isso precisa ser coordenado com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, disse uma autoridade de alto escalão iraniano à Reuters, acrescentando que o descongelamento dos fundos iranianos fazia parte do acordo.

“Com o mercado agora desfazendo rapidamente o prêmio de risco extremo criado nas últimas duas semanas, o petróleo está voltando a precificar a normalização do fluxo real em vez do risco de interrupção”, disseram analistas da Gelber & Associates em uma nota.

Cerca de 20 navios foram vistos se deslocando do Golfo em direção à saída pelo Estreito de Ormuz, de acordo com dados de rastreamento de navios.

Para Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da Stonex, esse recuo expressivo reflete, principalmente, a retirada dos prêmios de risco de oferta no mercado. e acordo com o economista, a decisão por parte do regime iraniano eleva as expectativas de normalização dos fluxos de petróleo e derivados provenientes do Golfo Pérsico para o restante do mundo.

“Ainda assim, em um primeiro momento, é natural observar maior cautela por parte das companhias marítimas na alocação de seus ativos na região, especialmente no trânsito pelo Estreito de Ormuz”, afirma.

Apesar desse movimento, Cordeiro acredita que a expectativa é de uma retomada gradual do número de embarcações utilizando a rota, o que deve contribuir para a recuperação das exportações de commodities energéticas por importantes países da região, como Arábia Saudita, Kuwait, Irã e Iraque.

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